Maceió

Comerciantes do Mercado da Produção reclamam de aumento do preço da carne

Redação TNH1 | 03/12/19 - 16h59
Reprodução / TV Pajuçara

Você já deve ter percebido que o preço da feira disparou em todo o Brasil. Isso está acontecendo por conta da alta demanda de exportação para países como a China. A alta já interfere no movimento no Mercado da Produção, em Maceió. 

O Balanço Geral AL, da TV Pajuçara, destacou o assunto na manhã desta terça-feira (3) com repórter Bruno Protásio, que entrevistou dois comerciantes no Mercado da Produção. 

"Aumentou muito. Mas o maior motivo desse aumento que fomos informados é excesso de exportação. Vem nos prejudicando. Sobre os valores de preços de carne, nós temos maior dificuldade em repassar os preços para os clientes. Fica muito difícil, porque para um assalariado pagar o preço de quase R$ 30 um quilo de carne, fica difícil.Hoje a alcatra está custando R$ 29, R$ 30, dependendo do movimento da feira. Antes custava R$ 22. Já aumentou cerca de R$ 7 por quilo, de diferença de preço. Aumento muito grande. Já a carne com osso, que antes era R$ 12, R$ 12, hoje está custando R$ 15, R$ 16. Aumentou muito e os clientes não estão aceitando. Poucas pessoas que ainda vêm comprar no mercado, cada dia mais o movimento está ficando fraco devido a esse aumento do preço da carne", destacou o comerciante chamado Bruno. 

"Vem num aumento de 30 a 40%. E segundo os nossos produtores, acho que não vai parar nisso. Um exemplo é o contrafilé. Chegaria a R$ 22, hoje ele é R$ 30. E pode passar de R$ 30. Essa é a situação. O patinho era R$ 20, hoje está de R$ 25. Os nossos produtores alegam que estão vindo demandas comprar nosso gado no estado de Alagoas. Por essa demanda é que o boi está subindo rapidamente de preço. Mas acredito em nossos produtores alagoanos que jamais eles vão deixar que isso aconteça, que falte carne bovina no prato dos alagoanos. O contrafilé é uma carne de primeira e chegar a R$ 40, vai ficar difícil de ser consumida. Essa é a pura realidade dos comerciantes hoje. Essa demanda veio muito rápido. A gente não está conseguindo. Trabalhamos com o comércio. Geralmente eles trabalham com almoço, e eles não podem dar o pulo no almoço de R$ 12 para R$ 20. A gente não está conseguindo repassar esse aumento rápido. Acredito muito que os nossos produtores vão chegar em um acordo", disse o comerciante Nelson. 

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