Christa Pike, condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer em 1995, teve sua execução suspensa após uma tentativa falha, gerando repercussão internacional sobre o caso e a brutalidade do crime.
Tadaryl Shipp, cúmplice de Christa, cumpre pena por homicídio e, após um histórico de violência, teve seu pedido de liberdade condicional negado devido à gravidade do crime, com a próxima oportunidade marcada para 2031.
Para ser considerado para a liberdade condicional, Tadaryl deve participar de programas de reabilitação e manter bom comportamento, o que tem sido observado nos últimos anos, refletindo uma mudança em sua conduta na prisão.
Na semana passada, os holofotes da mídia estavam sobre Christa Pike, cuja dupla e falha tentativa de execução em penitenciária no Tennessee (EUA) despertou atenção mundial.
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Christa foi levada à câmara de execuções na prisão de Riverbend pelo assassinato de Colleen Slemmer, que tinha 19 anos e era vista como "rival amorosa" pela condenada em 1995. No crime, Christa, então com 18 anos, teve a ajuda do namorado, Tadaryl Shipp, e de uma amiga dela, Shadolla Peterson.
Tadaryl, que tinha 17 anos à época do homicídio, recebeu em 1997 a sentença de prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional. Shadolla recebeu liberdade condicional após se tornar informante no caso do Estado contra Christa e Tadaryl.
Mas como é a vida na prisão de Tadaryl? O americano foi condenado em 2004 por tentar estrangular outro detento durante uma briga na prisão, o que acrescentou 25 anos à sua pena. Na prisão, ele se converteu ao islamismo.
Atualmente, Tadaryl ele está preso no Northwest Correctional Complex, em Tiptonville (Tennessee). Toda a sua vida adulta foi passada no sistema prisional.
Ele se tornou elegível para liberdade condicional pela primeira vez no ano passado, mas o pedido foi negado de forma unânime devido à extrema gravidade e natureza cruel do homicídio. A mãe da vítima, May Martinez, também enviou depoimentos em vídeo protestando fortemente contra a liberação dele.
A próxima oportunidade de solicitar liberdade condicional será em outubro de 2031.
Para tentar conseguir uma futura soltura, o conselho de condicional determinou que Tadaryl deve participar de programas educacionais e de reabilitação específicos (baseados em avaliações de risco do próprio presídio) e manter um comportamento institucional positivo.
O presidiário seguiu as diretrizes de reabilitação estipuladas pelo Northwest Correctional Complex, participando ativamente de programas educacionais e de intervenção comportamental voltados para detentos de longo prazo, contou reportagem da emissora WBIR. Além disso, acrescentou o canal, a ficha de Tadaryl está sem registros recentes de infrações graves ou envolvimento em atos de violência dentro do presídio.
Nos últimos anos, o comportamento de Tadaryl no sistema prisional tem sido avaliado pelo Estado do Tennessee como positivo e de bom cumprimento das regras institucionais, marcando uma mudança significativa em relação à violência registrada na sua adolescência e nos primeiros anos de cárcere.
O crime
Christa, Tadaryl Shipp e Shadolla espancaram e torturaram até a morte Colleen numa área de floresta.
O casal de namorados havia levado um pedaço do crânio de Colleen, uma migrante da Flórida que tentava a vida no Tennessee, como "lembrança" do crime brutal.

Christa temia que Colleen estivesse tentando "roubar o seu namorado", o que a levou a orquestrar o crime contra a "rival amorosa", disse a promotoria. Tadaryl teria concordado em participar para mostrar a sua fidelidade.
Nos dois julgamentos e em entrevistas posteriores, sugeriu-se que a participação do casal num culto satânico desempenhou um papel na motivação do assassinato, assim como a teoria de que Colleen era uma rival na disputa pelo afeto de Tadaryl.
Os advogados de Christa solicitaram à Suprema Corte a suspensão da execução, citando o sofrimento dela com transtorno de estresse pós-traumático e o possível "sofrimento mental severo e terror psicológico adicional" decorrentes de ser amarrada a uma maca para receber a injeção letal. O apelo não foi aceito.
Por causa de abusos sofridos desde a infância, Christa pediu que todos os envolvidos na sua execução fossem mulheres. O pedido não foi atendido. Depois, a americana, dizendo estar "aterrorizada" com o processo de injeção letal, solicitou que fosse executada por enforcamento. O método, entretanto, não é usado no Tennessee desde o início do século passado.
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