Alagoas

Conselho de Medicina denuncia aborto de paciente que recebeu DIU; Coren contesta

TNH1 com assessorias | 11/09/19 - 17h13 - Atualizado em 11/09/19 - 17h13
Ascom Cremal

Uma jovem de 23 anos pode ter abortado por conta da implantação do método contraceptivo DIU. O caso aconteceu na cidade de Penedo, e veio a público por meio de nota emitida pelo Conselho de Medicina do Estado de Alagoas (Cremal). O DIU é um dispostitivo implantado justamente para impedir a gravidez e foi implantado na jovem que estaria na 12ª semana de gravidez.  

O Conselho Regional de Enfermagem, o Coren-AL, emitiu nota técnica onde afirma que o procedimento foi feito dentro do que recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS), incluindo o teste rápido de gravidez, onde não foi identificada nenhum indício da gravidez da paciente. 

O Coren ainda reforça que os profissionais de enfermagem estão autorizados a realizar o procedimento. "O Conselho afirma ainda que, antes da inserção, foi realizado um teste rápido de gravidez, além da anamnese, onde não foi identificada nenhum indício da gravidez da paciente. Todas as medidas foram tomadas durante a consulta com assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido pela usuária, onde foram expostos todos os benefícios e riscos do procedimento, entre eles os riscos da inserção no caso de gravidez em evolução", diz o órgão na nota. 

Já Cremal, que divulgou o caso, critica a realização do procedimento sem a presença de um médico, e afirma que está acionando o Ministério Público de Alagoas para apurar o aborto e responsabilizar os profissionais e os municípios.  

"Sabe-se que a aplicação do DIU está sendo realizada desde o agosto, noa municípios de Penedo e Arapiraca, onde centenas de mulheres já foram submetidas a aplicação. “Para que esse procedimento seja realizado, é no mínimo necessário que se solicite da paciente um teste de gravidez, o beta HCG, e uma ultrassonografia. É uma irresponsabilidade ir adiante com a aplicação do DIU sem ter a certeza que a paciente não está grávida ou com outras enfermidades”, disse Fernadno Pedrosa, presidente do Cremal. 

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