Os preparativos para as Eleições de 2026 foram discutidos em um programa da TV Pajuçara, onde o juiz do TRE/AL, Alexandre Lenine Pereira, destacou a preocupação com o assédio eleitoral, que pode influenciar o voto de subordinados através de ameaças e chantagens.
Lenine enfatizou que essa prática é inaceitável e que a Justiça Eleitoral está atenta, permitindo denúncias ao Ministério Público e garantindo o sigilo para proteger os denunciantes de represálias.
O juiz também abordou a segurança das urnas eletrônicas, que não estão conectadas à internet, e alertou sobre as consequências legais para candidatos que disseminarem notícias falsas, recomendando o uso do aplicativo Pardal para denúncias.
Os preparativos para as Eleições 2026 foi o tema central da última edição do Contextualizando, da TV Pajuçara/RECORD nesse domingo (02). O jornalista Flávio Gomes de Barros entrevistou o juiz auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), Alexandre Lenine Pereira, que analisou como essa prática ilegal se caracteriza e como a Justiça Eleitoral vem assistir no estado.
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Uma das principais preocupações manifestadas pelo magistrado é o assédio eleitoral, caracterizado como a pressão ou ameaça promovida por chefias ou ocupações para influenciar o voto de subordinados. Segundo o Dr. Alexandre Lenine, a prática que se dá por meio de chantagens relacionadas ao rebaixamento de trabalho, demissões ou perda de cargos comissionados é inaceitável.
"É uma prática nefasta. É inadmissível que, nos tempos que estamos vivendo, isso possa novamente acontecer. A proteção para isso é dura, tanto para quem é o instrumento do candidato quanto para o próprio candidato", avaliou.
O magistrado destacou que denúncias podem ser feitas junto ao Ministério Público ou às zonas eleitorais. Ele apontou a importância de preservar o sigilo das denúncias com provas consistentes para combater o medo de represálias no ambiente corporativo ou público.
Alexandre abordou também os questionamentos à urna eletrônica, o juiz registrou sua trajetória na magistratura para lançar o salto tecnológico do sistema de votação. Lenine lembrou que o equipamento está completo há 30 anos e destacou que as urnas não possuem conexão com a internet, o que inviabiliza ataques cibernéticos externos.
Sobre as notícias falsas e o surgimento de tecnologias como deepfakes, o juiz alertou que os candidatos envolvidos na disseminação de mentiras ou manipulação de imagem corriam sérios riscos de cassação de mandato e inelegibilidade e orientou o cidadão a denunciar.
“Para agilizar a fiscalização por parte do cidadão, é só utilizar o aplicativo Pardal, ferramenta oficial para registrar e encaminhar denúncias ao Ministério Público Eleitoral. Existe também a opção da denúncia anônima.”
O Contextualizando vai ao ar todos os domingos, às 8h30, abordando temas de interesse da sociedade alagoana. Assista ao programa na íntegra:
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