Professor de basquete é preso por abuso de alunos menores em Maceió

Publicado em 18/05/2026, às 10h47
Arquivo/Reprodução/Freepik
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por Pedro Acioli*

Publicado em 18/05/2026, às 10h47

Um professor e coordenador de esportes foi preso no sábado (16), no Ginásio Arivaldo Maia, no bairro do Jacintinho, em cumprimento a um mandado de prisão por importunação sexual. Segundo as autoridades, ele foi condenado pelo crime e ainda tem uma pena de 8 anos e 9 meses a cumprir.

À época dos fatos, em 2011, o condenado atuava como professor de basquete e treinava atletas. As denúncias apontavam que os abusos ocorriam tanto na sala onde eram guardados troféus quanto em quartos de hotel durante viagens para competições.

De acordo com os relatos, o treinador assediava principalmente jovens de baixa renda, utilizando falsas promessas de participação em campeonatos e ascensão profissional e financeira no esporte. Antes dos abusos, ele teria o costume de questionar se os atletas fariam “tudo pelo basquete”, a ponto de obedecerem o treinador dentro e fora dos treinamentos.

As vítimas, segundo as denúncias, demoraram a procurar as autoridades por medo e pela influência do professor no basquete alagoano. O investigado era considerado uma referência na modalidade e acumulava títulos em competições, incluindo as Olimpíadas Escolares, além de atuar como professor em diversos colégios. 

Em julho de 2011, o Ministério Público determinou que o inquérito policial fosse instaurado e o afastamento do educador das aulas. No fim do processo, ele foi condenado com base no Art. 215-A, que trata como “praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro”. 

Em 2024, o MP instaurou um procedimento administrativo para apurar se o professor continuava trabalhando em colégios particulares, escola pública e centro universitário. A informação mais atualizada é de que ele estaria, inclusive, como coordenador de esportes em uma instituição. 

Após o cumprimento de mandado no final de semana, o coordenador passou por audiência de custódia e a prisão foi mantida, passando a iniciar o cumprimento da pena. 

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