Copa do Mundo liga sinal de alerta para doença no Brasil; entenda

Publicado em 25/04/2026, às 13h43
Adesão de vacina contra sarampo está baixa nas Américas - Marcelo Camargo / Agência Brasil
Adesão de vacina contra sarampo está baixa nas Américas - Marcelo Camargo / Agência Brasil

Por CNN Brasil

A proximidade da Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, Canadá e México, levanta preocupações sobre um possível aumento de casos de sarampo no Brasil, devido ao retorno de viajantes de regiões afetadas pela doença.

Até março deste ano, foram registrados 7.145 casos de sarampo nas Américas, com um total de 14.891 casos e 29 mortes no ano anterior, evidenciando a gravidade da situação e a necessidade de vacinação.

O Ministério da Saúde recomenda que os brasileiros que viajarão para a Copa verifiquem sua vacinação contra sarampo e busquem atendimento médico imediato se apresentarem sintomas ao retornar, enquanto a Organização Pan-Americana de Saúde destaca a importância de vacinar a população não protegida.

Resumo gerado por IA

A proximidade da Copa do Mundo 2026, sediada por Canadá, Estados Unidos e México, aumenta a preocupação com o aumento no número de casos de sarampo no continente americano e no resto do mundo.

O Ministério da Saúde emitiu, nesta semana, um alerta para o possível aumento nos casos de sarampo no Brasil após a Copa do Mundo 2026. A pasta está de olho na reintrodução do vírus em território nacional por meio do fluxo de viajantes.

Neste ano, a competição ocorre entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México, países que enfrentam surtos da doença. Segundo a Agência Brasil, a nota cita um "risco iminente da disseminação do sarampo no Brasil após o retorno desses viajantes ou da chegada de estrangeiros, porventura infectados”.

O Ministério orienta os brasileiros que forem à Copa a verificar se tomaram as doses da vacina Tríplice Viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola). Caso não tenham tomado, é necessário atualizar a caderneta de vacinação. No entanto, esse passo deve ser feito com, no mínimo, 15 dias de antecedência da data do embarque, para que o corpo crie a proteção necessária.

Ao retornar ao Brasil, fique alerta para o surgimento de febre e manchas vermelhas pelo corpo. Se isso ocorrer, procure ajuda médica imediata.

O sarampo é uma doença viral infecciosa aguda altamente contagiosa e potencialmente grave A transmissão acontece principalmente por via aérea ou gotículas respiratórias ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O vírus causador da infecção pode se disseminar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas.

O Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo, conquistado em 2024.

No ano passado, foram registrados 14.891 casos da doença em 14 países das Américas, com 29 mortes. Neste ano, somente até o dia 5 de março, foram 7.145 infecções confirmadas.

No entanto, a Organização Pan-Americana de Saúde emitiu, na sexta-feira (24), um alerta sobre a alta dos casos de sarampo nas Américas e alertou para a importância da vacinação.

“O principal desafio não é a disponibilidade de vacinas, mas chegar a tempo às pessoas que ainda não estão protegidas”, afirmou o diretor da Opas, Jarbas Barbosa, em coletiva de imprensa realizada em Washington, nos Estados Unidos.

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