O Corinthians enfrenta atrasos no pagamento dos salários do elenco e da comissão técnica, com os vencimentos de maio ainda pendentes, o que agrava a pressão financeira sobre o clube. Este é o segundo mês consecutivo de atrasos, afetando apenas o futebol profissional, enquanto os demais funcionários receberam normalmente.
A situação financeira do Corinthians é crítica, com um transfer ban ativo devido a uma dívida de 2 milhões de dólares com o Philadelphia Union e uma nova pendência de 7 milhões de dólares com o Talleres, que precisa ser quitada até sexta-feira. O clube busca um empréstimo com a empresa Outfield para resolver essa dívida, mas enfrenta dificuldades para obter as garantias necessárias.
Além das dívidas com Philadelphia e Talleres, o Corinthians também foi condenado a um transfer ban por uma dívida com o Midtjylland, complicando ainda mais sua situação no mercado de transferências. O clube tenta negociar um acordo de parcelamento, mas não tem obtido sucesso nas comunicações com o time dinamarquês.
O Corinthians voltou a atrasar o pagamento dos salários do elenco profissional e da comissão técnica. A reportagem apurou que os vencimentos referentes ao mês de maio, que deveriam ter sido quitados até o último sábado, seguem em aberto e ainda não possuem previsão para pagamento.
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Conforme apurado, o clube tem enfrentado dificuldades para liberar alguns valores que tem a receber. Apesar disso, a diretoria mantém a expectativa de regularizar a situação ainda nesta semana. Internamente, a orientação é tratar o tema como prioridade.
Este é o segundo mês consecutivo em que o Corinthians atrasa os salários do futebol profissional. Em maio, os vencimentos referentes a abril foram pagos com cinco dias de atraso.
Porém, assim como ocorreu na ocasião anterior, o clube quitou normalmente os salários dos demais funcionários, mantendo a pendência apenas na folha do elenco principal e da comissão técnica.
ALÉM DOS SALÁRIOS, CORINTHIANS CORRE CONTRA TRANSFERS BANS
A nova pendência salarial acontece em um momento de forte pressão financeira para o Corinthians, que também tenta evitar restrições no mercado de transferências.
O clube já possui um transfer ban ativo em razão de uma dívida de 2 milhões de dólares (R$ 10,34 milhões, na cotação atual) com o Philadelphia Union pelo não pagamento da valores referentes a contratação do volante José Martínez, realizada em agosto de 2024, durante a gestão do então presidente Augusto Melo. O venezuelano, inclusive, foi dispensado do elenco no início desta temporada após episódios de indisciplina.
Além disso, o Corinthians tem até sexta-feira para quitar uma dívida de 7 milhões de dólares (R$ 36,3 milhões) com o Talleres, da Argentina, referente à contratação do meia Rodrigo Garro, em janeiro de 2024, também na gestão anterior.
O pagamento ao clube argentino é tratado como prioridade entre esse tipo de dívida. Para isso, o Corinthians possui um acordo pré-estabelecido com a empresa Outfield para obtenção de um empréstimo no valor necessário, com parcelamento em três anos e juros de 1% ao ano mais CDI. A operação, porém, ainda não foi concluída.
CLUBE BUSCA GARANTIAS
O principal entrave para a liberação dos recursos está nas garantias exigidas para a operação financeira.
A reportagem apurou que há cobranças para que instituições financeiras atuem como garantidoras do contrato, funcionando como uma espécie de fiadoras do negócio. Até o momento, no entanto, o Corinthians tem encontrado dificuldades para obter essas garantias.
Além dos casos envolvendo Philadelphia Union e Talleres, o clube também foi condenado recentemente pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) a um novo transfer ban por uma dívida de 800 mil euros (R$ 4,7 milhões) com o Midtjylland, da Dinamarca, relacionada à contratação do volante Charles, concretizada no meio de 2024, também durante a gestão Augusto Melo.
A reportagem procurou um integrante da diretoria do Midtjylland, que informou que o clube dinamarquês não pretende se manifestar sobre o assunto. O clube não tem atendido os contatos do Corinthians, que busca costurar um acordo de parcelamento.
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