Interior

Corregedoria investiga truculência em abordagem de PMs no interior de AL; veja vídeos

TNH1 | 30/09/20 - 09h55 - Atualizado em 30/09/20 - 11h13
Reprodução

A Corregedoria-geral da Polícia Militar de Alagoas instaurou um procedimento para investigar a abordagem realizada por policiais militares no município de Campo Grande, no interior alagoano, na tarde do último domingo, 27. A abertura do processo foi confirmada ao TNH1 pela Corregedoria-geral da PM na manhã de hoje, 30.

As imagens registradas por uma câmera de segurança mostram o momento em que viaturas da PM param duas pessoas numa motocicleta durante fiscalização. Os agentes descem do automóvel e ordenam para que os ocupantes se afastem do veículo com as mãos colocadas na cabeça. Um policial então empurra um deles e dá um chute no jovem já caído. Logo depois, ele derruba outra pessoa. 

A população que acompanhou a abordagem criticou a postura da equipe policial e considerou que houve truculência no caso. "Os meninos já estão detidos, não tem necessidade disso, não. Deu na cara do Pelezinho, a polícia deu [...] As câmeras gravaram tudo", disse uma moradora que filmou parte da confusão.

Assista às imagens da câmera e o vídeo feito por um popular:

"Eu sou conselheiro tutelar e o cara [policial] me agrediu sem eu fazer nada. Eu vou postar esse vídeo, eu vim saber da situação do meu sobrinho. Não é assim, não", disse um homem que afirmou ter levado um tapa do militar. 

A Corregedoria-geral da PM vai apurar se houve excesso ou cometimento de crime na abordagem policial. Os envolvidos serão identificados e podem, posteriormente, ser chamados prestar depoimento à instituição.

"A primeira medida tomada pela Corregedoria-geral da PM foi a determinação de um procedimento apuratório, a fim de que possamos identificar a materialidade do fato, ou seja, identificar os policiais envolvidos", disse o corregedor-geral da PM, coronel Thulio Emery.

"Após a conclusão da investigação preliminar, o encarregado terá 15 dias para ofertar um relatório, constando as pessoas que estão envolvidas e, evidentemente, questionando a viabilidade ou não da abertura de um procedimento administrativo disciplinar simplificado, visando aferir o fato", finalizou.