Maceió

Covid: após novas restrições, Fecomércio estuda viabilizar pleitos tributários e fiscais junto ao governo

08/03/21 - 19h38 - Atualizado em 08/03/21 - 19h47
Itawi Albuquerque/ TNH1

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) vê com preocupação a onda crescente de casos de Covid-19, na capital e no interior, e reconhece a importância das medidas restritivas para o enfrentamento da pandemia. Contudo, não dá para negar o forte impacto econômico causado por restrições mais severas, tais como o fechamento dos estabelecimentos comerciais, limitações acentuadas de capacidade e proibição de atividades culturais, de lazer e de entretenimento.

Como informado em nota anterior, de março a junho de 2020, mais de 3 mil empresas foram extintas em Alagoas e, só no primeiro semestre, o Estado perdeu quase 30 mil empregos, destes, 5.751 no segmento de Comércio e Serviços, apenas em Maceió. Além disso, Alagoas conta com um grande potencial turístico e boa parte dos municípios, assim como a capital, tem sua receita advinda, em parcela significativa, de atrações de lazer e serviços de hospedagem, bares e restaurantes.

Em se tratando de bares e restaurantes, só no Agreste e no Sertão, que estão na fase vermelha, 3.007 empresas serão afetadas, podendo funcionar apenas por serviços de entrega e na modalidade pegue e leve. Nas três maiores economias do Estado, a considerar os valores do Produto Interno Bruto (PIB)[1], em Maceió, com 7.375 estabelecimentos, Arapiraca, com 987, e Marechal Deodoro, com 536, o segmento só pode abrir em dia útil, das 6h às 20h, com 50% da capacidade, e precisará fechar as portas nos horários que registram maior faturamento.

De acordo com o cruzamento de dados disponibilizados pela Receita Federal do Brasil (RFB) e pelo IBGE, o faturamento médio diário do setor de Comércio e Serviços é de R$ 59 milhões. Diante desse contexto, medidas restritivas de funcionamento, principalmente em horários de maior movimentação, implicam em queda significativa de receita.

Em meio à crise sanitária, que já se perdura por um ano, muitos estabelecimentos que retornaram ao funcionamento, após mais de 100 dias de paralisação das atividades, ainda sentem os reflexos econômicos, fato que deve ser agravado com o novo decreto.

Um dos segmentos mais afetados é o setor de eventos, que, com as novas medidas, fica sem receita, embora as despesas não sejam anuladas. Com o fechamento de bares e restaurantes aos fins de semana e nas noites de dias úteis, outro segmento que também sofre forte impacto é o do Turismo, entre hotéis, pousadas, similares e Comércio local.

O momento é crítico e as medidas de restrição são necessárias, mas, como contrapartida para o setor, a Fecomércio AL defende que as empresas não arquem sozinhas com os prejuízos, por isso, a entidade estuda viabilizar pleitos tributários e fiscais junto ao governo.