Criança de 2 anos é submetida à eutanásia após sofrer com doença grave na Holanda

Publicado em 28/09/2026, às 23h47
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Por Extra

Uma criança de 2 anos foi submetida à eutanásia depois que o governo da Holanda (Países Baixos) alterou o limite de idade para a morte assistida.

A criança sofria de condições médicas graves. Já se sabia anteriormente que a vida de uma criança com menos de 12 anos havia sido encerrada sob essa política. No entanto, uma investigação do Comitê para Aborto Tardio e Interrupção da Vida em Recém-nascidos e Crianças revelou agora que o menor tinha 2 anos.

Este é o primeiro caso conhecido de uma criança com menos de 12 anos — que não era um bebê de colo — a passar pelo processo de morte assistida na Holanda. O país legalizou a morte assistida para crianças com doenças terminais menores de 12 anos há dois anos.

Antes da mudança na lei, apenas recém-nascidos e maiores de 12 anos podiam ser submetidos à eutanásia. Os pais precisam ser consultados e a criança deve estar sofrendo de forma insuportável para que a eutanásia seja realizada. Os médicos devem concordar que não há chance de recuperação.

O comitê concluiu que o médico que realizou a eutanásia agiu com o devido cuidado. O gênero da criança não foi divulgado.

Nascida prematuramente com 26 semanas de gestação, a criança sofria de danos cerebrais graves, paralisia cerebral e deficiência visual, contou o "Sun". Ela apresentava dificuldades respiratórias devido ao acúmulo de muco nos pulmões e sofria crises epilépticas que não respondiam à medicação.

O médico à frente do caso buscou uma segunda opinião de outros profissionais independentes após determinar que o sofrimento da criança não poderia ser aliviado por cuidados médicos. O Comitê para Aborto Tardio e Interrupção da Vida em Recém-nascidos e Crianças concordou com a decisão:

"Todos os aspectos do ser humano, em relação a habilidades motoras, comportamento e personalidade, estavam gravemente comprometidos e não apresentariam melhora. Apesar de todas as intervenções médicas e não médicas, os pais e o médico não observaram nenhuma melhora no estado da criança e estavam convencidos de que ela sofria de forma insuportável e sem perspectiva de alívio."

A Holanda foi a primeira nação a legalizar a morte assistida para pessoas com doenças incuráveis, em 2002.

Em 2016 e 2017, duas crianças, de 9 e 11 anos, foram submetidas a procedimentos de morte assistida na vizinha Bélgica. A primeira tinha um tumor cerebral e a outra apresentava fibrose cística. Ambos os quadros foram classificados como "sofrimento insuportável".

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