Polícia

Criminosos preferiam “comprar” veículos modelos Amarok, Polo e T-Cross

Dayane Laet | 06/12/19 - 06h45 - Atualizado em 06/12/19 - 06h56
Veículos eram financiados com documentos falsos | Cortesia / Gaeco

A investigação que deu origem à “Operação Juros Zero”, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) nesta sexta-feira (6), aponta que os acusados de cometer fraudes para financiar veículos no banco Volkswagen tinham preferência por determinados modelos de SUVe caminhonetes.

De acordo com o MPE-AL, a quem pertence o Gaeco, um dos envolvidos descobriu uma falha no sistema bancário que facilitava o financiamento. De posse dessa informação, os estelionatários conseguiam efetuar a compra para eles e também para terceiros, preferencialmente os modelos Amarok, Polo e T-Cross. Outro integrante cooptava possíveis clientes para a família que liderava o esquema. Um contador dava suporte na falsificação dos documentos que eram usados pela quadrilha.

Em São Miguel dos Campos duas pessoas são apontadas pelo Gaeco como responsáveis pelas “vendas”. Para cada carro vendido, lucro estimado era de R$ 2 a 6 mil reais e o valor variava de acordo com a titularidade do proprietário. Se o comprador fosse colocar o veículo em seu nome, era um preço, se fosse em nome de terceiros mudava.

Após as compras dos veículos, os criminosos revendiam para terceiros por preços considerados irrisórios, esquema conhecido popularmente como ‘carro de estouro’.

Os veículos modelo Gol, por exemplo, eram revendidos entre R$ 6mil e 10 mil, enquanto os modelos Polo e T-Cross a R$ 40 mil. Já as caminhonetes modelo Amarok eram repassadas pelo valor de R$ 60 mil.