Cinema

Curta produzido em Arapiraca é premiado em festivais pelo Brasil

Assessoria | 12/12/19 - 16h52 - Atualizado em 12/12/19 - 17h13
A atriz Márcia Mariah Morello | Cortesia

O filme Besta-Fera, do cineasta Wagno Godez, produzido pelo Núcleo do Audiovisual de Arapiraca – NAVI, representou Alagoas em diversos festivais pelo Brasil e trouxe para casa vários prêmios nacionais. O mais recente foi o Cinefest Votorantim, em São Paulo. A obra levou os prêmios de melhor atriz para Márcia Mariah Morello e melhor trilha original para a banda Quiçaça e Nando Magalhães. “Fico feliz com o reconhecimento através dos prêmios, e mais ainda pela possibilidade de o filme ser visto por tanta gente. Filme é feito para o povo ver”, ressalta a Márcia Mariah.

Desde a sua estreia na 9ª Mostra Sururu de Cinema Alagoano, no ano passado, quando recebeu o prêmio de melhor performance de elenco, o curta vem agradando também o público de outros estados. No 2º Cine Cariri (CE), recebeu os prêmios de melhor ator para Felipe Rios e melhor atriz para Márcia Mariah Morello; na 3ª Mostra de Cinema de FAMA (MG), recebeu o de melhor filme; no 2º Fecsta – Festival de Cinema de Santa Teresa (ES), recebeu o de menção honrosa; no 6º Festival de Cinema de Caruaru (PE), recebeu os prêmios de melhor direção para Wagno Godez, melhor ator para Felipe Rios e melhor atriz para Mariah Morello; no 3º Cine Açude Grande – Festival de Cinema de Cajazeiras (PB), recebeu os prêmios de melhor som para Emannuel Miranda, melhor ator para Felipe Rios e melhor atriz para Mariah Morello; já no Cine Jabó (MG), venceu como melhor fotografia para Henrique Oliveira, melhor roteiro e melhor direção para Wagno Godez e de melhor filme.

A história do curta de 22 minutos é ambientada no Sertão, dentro do universo do cangaço, e se passa no final de 1800. Ela fala sobre a violência e de como, em condições de miséria e abuso de poder, uma natureza mais arcaica e descomedida vem à tona até nas pessoas mais inofensivas.

O personagem Mariano (Felipe Rios) vai atrás de bichos fugidos, acha um homem misterioso (Eron Cordeiro) jogado na terra seca, ferido. O menino o acolhe, leva o homem para a sua casa. Sua mãe Flora (Márcia Mariah), não gosta da ideia, reluta em aceitar o estranho, mas o acolhe até que melhore. O homem muda a rotina da família, que ainda tem que lidar com o coronel (Julien Costa), dono das terras.

 O projeto venceu um dos editais da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), o que garantiu ao diretor um recurso de R$ 59 mil para a realização do filme. “Além do recurso proveniente do edital, foi imprescindível a colaboração e parceria de amigos e apoiadores para otimizar os custos do projeto”, conta Godez.

SOBRE O DIRETOR

Wagno Godez, além de ser diretor de teatro e produtor cultural, atualmente coordena o Núcleo do Audiovisual de Arapiraca (NAVI). Como diretor, realizou os videoclipes: “Canção de Vingança” (2015) e “Ei, Mulher!” (2018), ambos do cantor e compositor Janu Leite, os curtas-metragens “Povoado” (2017) e “Besta-Fera” (2018). Como produtor executivo, realizou o curta-metragem “Avalanche” (2017) de Leandro Alves, e está em pré-produção do média-metragem “Moto-perpétuo”, também de Leandro Alves.


FICHA TÉCNICA

Direção e roteiro: Wagno Godez

1º Assistente de Direção: Pethrus Tiburcio

Produção: Núcleo do Audiovisual de Alagoas (NAVI)

Elenco: Filipe Rios, Márcia Mariah, Erom Cordeiro, Julien Costa.

Direção de fotografia: Henrique Oliveira

Montagem: Wagno Godez e Paulo Silver

Direção de arte: Wellima Kelly

Assistente de Arte: Katia Rúbia

Direção de Produção: Paula Riff

Assistente de produção: Julliany Gomes e Leandro Alves

Gaffer: Moab de Oliveira

Desenho de som: Emmanuel Miranda

Maquiagem e Caracterização: Thiago Melo

Trilha Sonora: Banda Quiçaça e Nando Magalhães