Maceió

Defesa Civil começa a analisar imóveis no Farol que apresentam rachaduras

TNH1 com TV Pajuçara | 10/09/20 - 10h04 - Atualizado em 10/09/20 - 10h55
Bruno Protasio/TV Pajuçara

A Defesa Civil de Maceió deu início às vistorias de imóveis no bairro do Farol, nesta quinta-feira, 10, para verificar se o aparecimento de rachaduras em algumas casas está relacionado ao problema de instabilidade de solo que atinge os bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto, causado pela extração de sal-gema.

A equipe esteve nesta manhã em residências situadas na Rua Tenente Antônio de Oliveira, via próxima ao Hospital Escola Portugal Ramalho e em postos do Samu e da Polícia Militar de Alagoas. O objetivo dos levantamentos é analisar se a adversidade que afeta, até o momento, os quatro bairros citados acima, se estendeu para outras áreas da cidade.

(Crédito: Bruno Protasio/TV Pajuçara)

"A Defesa Civil recebeu o chamado da população e veio averiguar a situação. É um trabalho focado nas fissuras, nas rachaduras, que aparecem tanto nas paredes quanto nos pisos. É mais investigativo, vamos avaliar a situação. A gente faz o registro, leva os dados, e faz um estudo mais aprofundado na Defesa Civil", disse o geólogo do Centro Integrado de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cimadec), Antonioni Guerrera.

(Crédito: Bruno Protasio/TV Pajuçara)

Ainda de acordo com o geólogo, o levantamento de hoje é um dos procedimentos de análise do problema que já causou a realocação de milhares de famílias para outros bairros.

"A gente está prevendo colocar uma instrumentação no bairro, nessa região, para dar subsídios maiores e melhores para uma avaliação mais concreta", explicou.

Guerrera também salientou que, apesar do aparecimento de rachaduras acontecer em casas próximas aos bairros afetados pela instabilidade do solo, a população deve ter paciência e aguardar a finalização dos estudos.

(Crédito: Bruno Protasio/TV Pajuçara)

"Aqui é uma região que a gente trata como limite do arco. É possível que esteja associado como é possível que não esteja. A gente pede um pouco de calma para a população, porque nem toda fissura, ou rachadura, está relacionada ao processo. É um dos motivos para a gente fazer essa avaliação, com equipes de engenharia e de geociência", finalizou.

(Crédito: Bruno Protasio/TV Pajuçara)

De acordo com a Defesa Civil, os dados colhidos durante as vistorias serão compartilhados com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), órgão federal que dá suporte às ações de monitoramento, para que sejam examinados e, posteriormente, um parecer sobre o assunto será emitido.

(Crédito: Bruno Protasio/TV Pajuçara)