Maceió

Defesa Civil diz que situação do Pinheiro é grave, mas desconhece laudo conclusivo

Redação TNH1 | 15/03/19 - 14h30 - Atualizado em 15/03/19 - 16h04
Pei Fon/Secom Maceió

A Defesa Civil Estadual e a Defesa Civil Municipal afirmaram desconhecer a informação de que haverá um laudo conclusivo sobre a situação do bairro do Pinheiro, em Maceió, dentro de um prazo de 15 dias. A declaração foi dada pelo senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL), em entrevista ao jornalista Ricardo Mota, no programa Doze e Dez Notícias, da Rádio Pajuçara FM Maceió, no início da tarde desta sexta-feira (15).

Em contato com a reportagem do TNH1, o tenente-coronel Moisés, coordenador da Defesa Civil Estadual, afirmou que a situação do bairro é considerada grave pela instabilidade do solo, mas ainda não é possível identificar a intensidade do problema. Ele também destacou que não foi informado sobre a divulgação de qualquer resultado de estudos.

“Até agora não tomei conhecimento sobre qualquer laudo. A previsão seria que o laudo fosse concluído em meados de julho. Os estudos devem ser concluídos em junho. Então, até agora não temos uma posição oficial”, disse.

A Defesa Civil Municipal também foi procurada pela reportagem e alegou não ter conhecimento sobre as informações dadas pelo senador. “Não tenho nenhuma informação sobre isso, nenhuma recomendação. A gente continua fazendo a assistência psicológica, social e o monitoramento do bairro, o que foi recomendado”, explicou Dinário Lemos, coordenador do órgão.

O gerente de Relações Institucionais da Braskem, Milton Pradines, afirmou que está em viagem e ainda não teve conhecimento da declaração do senador. Ele também destacou que desconhece a divulgação de um laudo conclusivo nos próximos dias.

A empresa havia declarado anteriormente que não possui poços em operação no bairro e que não há qualquer relação entre as atividades de mineração e as ocorrências observadas na região do Pinheiro, mas segue acompanhando o andamento do caso.

Equipes do Serviço Geológico do Brasil seguem diariamente realizando estudos pelo bairro, mas até o momento nenhum laudo apontou o problema que ocasionou rachaduras nas vias e imóveis da região.