Polícia

Defesa diz que motorista passou mal e não era desafeto de PM da reserva morto em atropelamento

TNH1 | 28/01/21 - 07h24 - Atualizado em 28/01/21 - 08h10

A defesa do condutor envolvido no atropelamento que matou Ronildo José de Santana afirmou, por meio de nota, que o homem não era desafeto da vítima e que teria passado mal ao volante, o que fez perder os sentidos e o controle direcional do carro.

O sargento reformado da Polícia Militar Ronildo José de Santana, de 63 anos, morreu após ser atropelado na terça-feira, 26, no Conjunto Graciliano Ramos. Ele empurrava um carrinho com compras, depois de deixar um supermercado na região, quando foi atingido em cheio pelo automóvel Volkswagen Voyage de cor vermelha.

No documento, o advogado do motorista, Thiago Andrade de Menezes destacou que o cliente sofre de hipertensão e ingere medicamentos para controlar a enfermidade. Ainda segundo a defesa, o motorista que pagou fiança no valor de R$ 3.300 para ser liberado já teria desmaiado outras vezes por causa da doença.

Outro ponto destacado pelo advogado foi que o condutor não tentou fugir do local do atropelamento e tentou socorrer Ronildo José. Como já havia sido informado pela Polícia Civil, o homem realizou o teste de bafômetro no flagrante e foi constatado que ele não havia consumido bebida alcoolica.

A delegada Sheila Carvalho, da Delegacia de Acidentes da Capital, vai presidir o inquérito que vai investigar o atropelamento. Ela terá 30 dias para fazer o relato e deve aguardar o encaminhamento do laudo cadavérico de Ronildo José, assim como da perícia do local. O vídeo do atropelamento também será periciado pelas autoridades.

A defesa informou que vai aguardar a instrução com todos os elementos informativos e provas.

Leia abaixo o comunicado da defesa:

Em atenção às notícias veiculadas nas mídias sobre o acidente que fatidicamente vitimou o policial reformado no dia 26 de janeiro de 2021, no Graciliano Ramos, esclarece.

Primeiramente, o condutor e sua família bem como seu advogado prestam publicamente suas condolências à família da vítima, e neste mesmo ato deseja destacar quão grande era o prestígio de tal pessoa na comunidade e o valor de seus serviços prestados em nome da Corporação, Polícia Militar. De forma que se compadece com a incomensurável dor dos familiares e amigos.

Cabe destacar que a família do condutor está completamente comovida com a situação e que tem sofrido retaliações por informações inconclusivas e inverídicas que eventualmente estão sendo veiculadas.

Desta feita, é preciso ainda dizer que o condutor não era desafeto da vítima; que não tentou se evadir do local, pois, ainda desembarcou para tentar socorrer a vítima; que não ingeriu bebida alcóolica, fato constatado pelo teste de bafômetro no ato do flagrante; que o condutor sofre de hipertensão e toma remédios para controlá-la; que já sofreu desmaio por conta da moléstia; que passou mal no exato momento que o fez perder os sentidos e o controle do veículo vindo a atingir a vítima.

Dito isto, a defesa pretende aguardar a instrução com todos os elementos informativos e provas, e mais uma vez, presta seus mais sinceros pêsames à família da vítima.