Delegada é presa suspeita de repassar informações sigilosas ao PCC

Publicado em 15/10/2026, às 14h25
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por CNN Brasil

A delegada da Polícia Civil do Pará, Maria Virgínia Grimwood Pinto, foi presa em Brasília sob suspeita de repassar informações sigilosas e oferecer proteção a membros do PCC, o que levanta preocupações sobre a corrupção dentro das forças de segurança.

A investigação, conduzida pelo MPPA, revela uma possível conexão entre a delegada e Renato Henrique do Carmo, conhecido como 'Gordão', líder da facção criminosa em Ipojuca, e apura crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Durante a Operação Sinalagma, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência e no gabinete da delegada, além de ordens de sequestro de bens, com o acompanhamento do GAECO, que investiga as ligações entre agentes públicos e organizações criminosas há seis meses.

Resumo gerado por IA

A delegada da Polícia Civil do Pará, Maria Virgínia Grimwood Pinto, foi presa em Brasília, nesta quinta-feira (15), suspeita de repassar informações sigilosas e oferecer proteção institucional a integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Segundo o MPPA (Ministério Público do Pará), a investigação aponta uma possível ligação entre a policial e Renato Henrique do Carmo, conhecido como “Gordão”, apontado como uma das lideranças da facção criminosa na região de Muro Alto, em Ipojuca (PE).

A prisão ocorreu durante a "Operação Sinalagma", organizada pela Polícia Civil de Pernambuco, com apoio das polícias civis do Pará e de São Paulo, além de órgãos de inteligência e do Ministério Público.

A investigação apura suspeitas de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção e violação de sigilo funcional.

Segundo o MPPA, Maria Virgínia é suspeita de receber vantagens financeiras indevidas para fornecer informações restritas e favorecer integrantes da organização criminosa.

Quem é o homem apontado como ligado à delegada

Renato Henrique do Carmo, conhecido como “Gordão”, é apontado pelas autoridades como integrante da cúpula do PCC e uma das lideranças da organização criminosa na região de Muro Alto, em Ipojuca, no litoral de Pernambuco.

Ele foi preso em janeiro de 2025, durante a investigação que deu origem à "Operação Sinalagma". A partir dessa prisão, as diligências avançaram sobre possíveis conexões da organização com outras pessoas e agentes públicos.

De acordo com o MPPA, a apuração identificou indícios de uma possível ligação entre Renato e a delegada.

Buscas ocorreram em casa e no gabinete da delegada

Em Belém, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência de Maria Virgínia e no gabinete que ela ocupava na DPA (Divisão de Polícia Administrativa), na sede da Delegacia-Geral da Polícia Civil do Pará.

A operação desta quinta-feira (15) prevê o cumprimento de três mandados de prisão, 11 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de ordens judiciais de sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros.

As medidas foram autorizadas pela Vara Criminal da Comarca de Ipojuca, em Pernambuco.

O MPPA, por meio do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), acompanha a investigação há cerca de seis meses e colaborou na elaboração de peças investigativas e pedidos judiciais.

Investigação apura lavagem de dinheiro e corrupção

Além da suspeita de repasse de informações sigilosas, as autoridades identificaram indícios de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

A investigação apura se documentos falsos, empresas e contas bancárias de terceiros teriam sido utilizados para movimentar recursos e dissimular sua origem.

A análise reúne dados telemáticos, informações de inteligência e Relatórios de Inteligência Financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

A investigação começou em janeiro de 2025, a partir de ações de inteligência voltadas à identificação de lideranças de organizações criminosas com atuação em Pernambuco. A apuração passou a considerar possíveis conexões interestaduais e a participação de agentes públicos.

Segundo o MPPA, as condutas atribuídas à delegada podem configurar, em tese, crimes de corrupção, violação de sigilo funcional e colaboração com organização criminosa, entre outras infrações que dependem da apuração dos órgãos competentes.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos citados. O espaço segue aberto.

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