Uma odontopediatra em Curitiba atendeu uma criança de 3 anos com um dente intranasal, uma condição rara que ocorre em menos de 1% dos casos, levando a sintomas como sangramentos e obstrução nasal.
O dente intranasal pode ser causado por malformações craniofaciais ou traumas, e a paciente em questão apresentava displasia e fissura labiopalatina, o que complicou o diagnóstico.
Após a confirmação do diagnóstico por meio de raio-x, a criança passou por uma cirurgia bem-sucedida para remoção do dente, recuperando-se rapidamente e recebendo alta sem complicações.
Ao atender uma paciente de 3 anos, a odontopediatra Juliana Yassue, de Curitiba (PR), se deparou com um caso inusitado: a pequena tinha um dente nascendo dentro do nariz, conhecido como dente intranasal. "É uma condição muito rara. A incidência é de menos de 1%", diz a especialista, em entrevista à CRESCER.
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Juliana explica que a mãe da criança a procurou após reparar que a filha tinha sangramentos frequentes no nariz. "A mãe foi olhar e notou que havia uma 'coisa branca' dentro do nariz", lembra. Segundo a odontopediatra, os principais sintomas do dentro intranasal incluem sangramento, coriza e obstrução nasal. "Também pode haver odor fétido", diz.

Para confirmar o diagnóstico, ela solicitou um raio-x. "Inclusive, tive que conversar com a radiologista para solicitar uma tomada radiográfica diferente para conseguir visualizar o dente", conta. Com as imagens em mãos, informou a mãe sobre o dente intranasal.
A condição possui diversas causas. "Geralmente, está associada à fissura labiopalatina e malformações craniofaciais. Mas também pode ser consequência de um trauma de face", explica. No caso da sua paciente, a criança tem displasia e fissura labiopalatina.

Remoção do dente intranasal
O diagnóstico foi um susto. Mas a boa notícia é que tem tratamento. É necessário fazer uma cirurgia para remover o dente, em ambinete hospitalar, sob anestesia geral. "A opção por realizar em centro cirúrgico hospitalar é porque este procedimento requer comportamento colaborador. A localização intranasal dificulta o procedimento de remoção e pode ser desconfortável. Além disso, a criança era pequena, tinha apenas 3 anos de idade", esclarece.

Felizmente, a cirurgia foi um sucesso. Após a remoção, a paciente recebeu alta. "Ela está bem recuperada, sem intercorrências. A recuperação é rápida", afirma Juliana.

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