O Tribunal do Júri em Maceió iniciou o julgamento de uma mulher acusada de tentar matar seu filho de 10 meses em agosto de 2022, com o juiz Geraldo Amorim conduzindo o caso e novos detalhes surgindo durante os depoimentos.
Depoimentos de familiares e autoridades, incluindo um policial e um servidor do Juizado da Infância, indicaram que não presenciaram agressões, e a suposta lesão da criança foi atribuída a corante de bolo, não a violência.
A Promotoria do Ministério Público aguarda a conclusão dos depoimentos para decidir se a acusação será mantida como tentativa de homicídio ou alterada para lesão corporal, enquanto a acusada foi pronunciada como ré em março de 2023.
O Tribunal do Júri da mulher acusada de tentar matar o próprio filho, que tinha apenas 10 meses em agosto de 2022, começou na manhã desta quinta-feira, 8, no Fórum do Barro Duro, em Maceió. O juiz Geraldo Amorim é quem conduz o caso. Quatro importantes depoimentos foram prestados ao longo da manhã e trouxeram novos detalhes ao júri.
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As informações foram relatadas pela repórter Maria Maciel, da TV Pajuçara, que acompanha a sessão. Os quatro depoimentos foram:
Alguns fatos vieram à tona após o depoimento, um deles é o do servidor do juizado. Ele e o PM disseram que não presenciaram as agressões (chutes e tentativa de pisoteamento à criança, situações que pesam contra a mãe). Eles não viram.
No dia, esse servidor disse que achou que a criança tivesse lesões, marcas de sangue, mas na verdade viu-se que era o corante do bolo, que era de cor vermelha. A criança tinha isso na cabeça, ficou toda cheia de bolo, nas costas também. Na ocasião, era celebrado o mesversário do menino.
Segundo os relatos, a população no local disse que a mãe tinha espancado o bebê e ele tinha essas lesões, mas ele (servidor) não chegou a presenciar essas agressões e não viu essas lesões na criança.
Segundo a tia do bebê (irmã da acusada), essas agressões não foram confirmadas, a criança foi levada ao Hospital Geral do Estado (HGE) e nada disso ficou confirmado.
A jornalista conversou com a tia, que disse que era a única pessoa que estava no local, no quarto, com a mãe do bebê e o bebê. Ela presenciou tudo. Afirmou que pegou o bebê quando a acusada empurrou a cabeça dele no bolo, que chamou a mãe (avó do bebê), gritou por ela, que estava na cozinha, e passou a discutir com a irmã (acusada). Essa é a cena descrita pela tia.
Nenhuma outra teria presenciado qualquer tipo de agressão. Pela gritaria, a população da vila tirou essa conclusão de que a acusada teria agredido, chutado ou mesmo tentado matar a criança, segundo o depoimento.
A tia e a avó do bebê disseram também que a acusada era uma boa mãe. O relato foi de que, na época, ela tinha 19 anos, era uma boa mãe, cuidava, nunca teve problemas com a avó ou a tia do bebê (mãe e irmã dela). Mas, pelo fato de usar drogas e medicamentos, em alguns momentos ficava bastante alterada e agressiva. Foi justamente essa agressividade que levou aos fatos naquele 22 de agosto de 2022.
A Promotoria de Justiça do Ministério Público informou ao Fique Alerta que prefere aguardar a conclusão dos depoimentos das testemunhas e da ré, que será ouvida por videoconferência, para decidir se a tipificação vai continuar como tentativa de homicídio ou mudar para lesão corporal.
A acusada mulher foi pronunciada como ré ao Tribunal do Júri em março de 2023.
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