Cuidados podem ajudar a preservar a saúde, a disposição e a qualidade de vida com o passar do tempo
Chegar aos 45 anos não significa apenas lidar com mudanças no corpo. Essa fase também pode ser uma oportunidade para rever hábitos e investir em cuidados que façam diferença nas décadas seguintes. Alimentação, atividade física, sono, acompanhamento médico e saúde mental passam a ter um papel ainda mais importante na prevenção de doenças e na manutenção da qualidade de vida.
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Para Pedro Araguez, diretor médico da Leve Saúde, o principal ponto é não esperar o aparecimento de sintomas para começar a cuidar da saúde. “Depois dos 45, o acompanhamento regular permite identificar alterações antes que elas se transformem em problemas maiores. É uma fase em que prevenção e hábitos consistentes fazem muita diferença”, afirma.
A seguir, veja hábitos que podem contribuir para a manutenção da saúde e da qualidade de vida após os 45 anos.
A prática regular de exercícios ajuda a preservar massa muscular, força, mobilidade e saúde cardiovascular. Depois dos 45 anos, a combinação de exercícios aeróbicos com atividades de fortalecimento ganha ainda mais importância, especialmente para combater a perda natural de massa muscular associada ao envelhecimento.
Uma alimentação equilibrada deve priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, grãos, proteínas e boas fontes de gordura. Também vale reduzir o consumo frequente de produtos ultraprocessados e o excesso de açúcar, sal e bebidas alcoólicas.
“Não se trata de buscar uma alimentação perfeita, mas de construir um padrão alimentar que possa ser mantido no longo prazo. A regularidade é mais importante do que medidas pontuais ou dietas muito restritivas”, explica Pedro Araguez.
Dormir bem é parte importante da manutenção da saúde física e mental. Alterações persistentes no sono, como dificuldade para dormir, despertares frequentes ou sonolência excessiva durante o dia, merecem atenção e podem ser investigadas com um profissional de saúde.

Consultas periódicas ajudam a acompanhar indicadores como pressão arterial, colesterol, glicemia e outros fatores de risco que podem mudar com a idade. O acompanhamento também permite avaliar quais exames e medidas preventivas são adequados para cada pessoa, considerando histórico familiar, estilo de vida e condições individuais.
Estresse constante, isolamento social e falta de momentos de lazer também podem impactar a saúde. Manter vínculos sociais, cultivar hobbies e reservar espaço na rotina para descanso e atividades prazerosas são atitudes que contribuem para o bem-estar.
Alterações persistentes, mesmo quando parecem pequenas, devem ser observadas. Cansaço fora do habitual, mudanças inexplicáveis de peso, dores recorrentes ou alterações no funcionamento do organismo podem ter diferentes causas e precisam ser avaliadas individualmente.
Não basta concentrar toda a atividade física em um único momento e passar o restante do dia sentado. Levantar-se regularmente, caminhar, utilizar escadas quando possível e inserir mais movimento nas atividades cotidianas são estratégias simples que ajudam a tornar a rotina mais ativa.
Para Pedro Araguez, o cuidado com a saúde depois dos 45 anos deve ser encarado como um investimento de longo prazo. “Envelhecer faz parte da vida, mas a forma como chegamos às próximas décadas é influenciada por escolhas que fazemos hoje. Pequenas mudanças sustentadas ao longo do tempo podem ter um impacto importante na autonomia e na qualidade de vida”, conclui.
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