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Desabafo de vítima de homofobia em ônibus de Maceió comove internautas

Caso de suposta agressão foi relatado pela vítima em postagem de rede social

01/07/16 - 10h34 - Atualizado em 01/07/16 - 11h43
Reprodução / Arquivo Pessoal

Um relato divulgado no Facebook na última terça-feira (28) chamou a atenção dos internautas para um caso de homofobia ocorrido em um ônibus que faz a linha Ufal / Eustáquio Gomes, na cidade de Maceió.

O jovem Nicolas Mateus, autor do texto, explicou à reportagem do TNH1 que tanto ele como amigos, já vivenciaram situações parecidas. "Só que dessa vez, decidi não ficar calado", desabafou.

Ele narrou que estava voltando para casa depois de um dia cansativo de trabalho, e pegou o ônibus que faria o trajeto mais longo porque foi o que passou primeiro no ponto e não estava disposto a esperar demais ao relento. 

Após se acomodar em uma das últimas cadeiras, conta que, já quase adormecido, foi surpreendido com a companhia de um outro passageiro – um cara gigante, forte e com aparência de quarentão, descreve Nicolas  – que começou a mexer nos braços do jovem para saber a hora, e terminou a conversa insultando o rapaz "porque este aparentava, pelo modo de se vestir, ser homossexual".

O homem com nome não identificado na postagem teria partido para os insultos verbais: “Você não tem vergonha de se vestir assim? Tá parecendo um veado” (sic). 

Nicolas, que se descreveu como sendo uma pessoa extremamente calma e que pensa muito antes de falar, não aguentou a provocação e revidou: "minha roupa tá te incomodando? O que não falta é cadeira pro senhor sentar bem longe de mim" (sic).

No meio da discussão, quando questionado, Nicolas teria revelado ao homem com suposta atitude homofóbica, que o pai do jovem estava morto. E o indivíduo teria respondido: “Imaginei [...] Faltou um homem pra lhe dar um cacete e lhe ensinar a ser macho" (sic).

Nicolas retrucou: "O que não faltou foi homem me dando cacete pra eu virar macho, mas hoje eu levo outro tipo de cacete, sabe?" (sic).

Além dos detalhes e a narrativa como o jovem escreveu, o que chama atenção na história é a atitude dos demais passageiros, que se comovem com Nicolas, e repudiam a atitude homofóbica do “cara gigante, forte e com aparência de quarentão”. A cobradora e motorista entraram na briga e pediram que o suposto agressor descesse do ônibus, o que foi feito depois de muito custo.

Uma senhora, passageira, compadecida com o caso que acabara de presenciar, teria dito à vítima que tem um neto homossexual não aceito pela mãe e que mora com ela. No final da discussão, que teria tido agressão física, a senhora ofereceu abrigo a Nicolas, que terminou seu texto comovido.

No final, ele faz um apelo: "não se calem, por favor".

Em pouco mais de 48 horas, o desabafo do funcionário de uma empresa de telemarketing teve centenas de compartilhamentos e diversos comentários de apoio.

Confira o relato na íntegra: