Os vínculos criados nos primeiros anos de vida ajudam a desenvolver habilidades sociais, autoestima e inteligência emocional
As primeiras amizades costumam surgir ainda na infância, seja na escola, no condomínio ou durante atividades de lazer. Mais do que momentos de diversão, esses vínculos desempenham um papel importante no desenvolvimento emocional, social e cognitivo das crianças, contribuindo para a construção da identidade, da empatia e da capacidade de lidar com desafios ao longo da vida.
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Celebrado em 20 de julho, o Dia do Amigo é uma oportunidade para refletir sobre a importância desses relacionamentos desde os primeiros anos de vida. Segundo Luciene Alves, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, as amizades infantis funcionam como um espaço seguro para a criança aprender a conviver com as diferenças e desenvolver competências socioemocionais essenciais.
“As amizades permitem que a criança experimente situações de cooperação, negociação, resolução de conflitos e compartilhamento de sentimentos. Essas vivências favorecem o amadurecimento emocional e ajudam na construção de relações saudáveis ao longo da vida”, explica.
A especialista ressalta que o papel dos pais e responsáveis é incentivar as interações sociais, respeitando o ritmo de cada criança, sem impor amizades ou comparações. “Cada criança possui um perfil de socialização diferente. Algumas estabelecem vínculos com facilidade, enquanto outras precisam de mais tempo para criar confiança. O importante é oferecer oportunidades de convivência e acolher essas diferenças, sem transformar a sociabilidade em uma cobrança”, afirma.
Abaixo, a psicóloga destaca 5 benefícios das amizades na infância. Confira!
Ao brincar e conviver com outras crianças, os pequenos aprendem a esperar a vez, dividir brinquedos, respeitar regras, cooperar e resolver conflitos. Essas experiências fortalecem competências importantes para diferentes fases da vida.
Sentir-se aceito por um grupo fortalece a percepção de pertencimento e ajuda a criança a desenvolver mais confiança em si. Relações positivas também estimulam a expressão de opiniões e sentimentos.

As amizades ensinam a reconhecer emoções, compreender diferentes pontos de vista e oferecer apoio nos momentos difíceis. Essas habilidades são fundamentais para o desenvolvimento da inteligência emocional.
Nas relações entre colegas, a criança passa a tomar pequenas decisões sem a mediação constante dos adultos, aprendendo a negociar, fazer escolhas e lidar com as consequências de suas atitudes.
Ter amigos pode oferecer suporte em momentos de mudanças, inseguranças ou dificuldades escolares. A convivência fortalece o sentimento de acolhimento e pode reduzir sensações de isolamento.
Luciene Alves destaca que, embora as amizades sejam importantes, os pais não devem se preocupar quando os filhos demonstram preferência por poucos amigos. “A qualidade das relações costuma ser mais importante do que a quantidade. Ter um ou dois vínculos consistentes já pode proporcionar benefícios significativos para o desenvolvimento emocional da criança. O foco deve estar em relações respeitosas, acolhedoras e positivas”, finaliza.
Por Luana Figueiredo
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