O Dia Mundial do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho, visa desmistificar o Transtorno do Espectro Autista (TEA) como uma variação neurológica natural, destacando a importância da aceitação e inclusão social.
No Brasil, cerca de 2,4 milhões de pessoas são diagnosticadas com autismo, com a maioria dos casos identificados na primeira infância, o que gera preocupações sobre o desenvolvimento e futuro das crianças.
Profissionais de saúde recomendam acompanhamento psicológico para pais e uma rede multidisciplinar para adultos com TEA, enfatizando que o suporte familiar e escolar é crucial para o bem-estar e a independência ao longo da vida.
Nesta quinta-feira, 18 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Orgulho Autista. Criada originalmente pela organização americana Aspies for Freedom e celebrada no Brasil desde 2005, a data carrega um propósito fundamental. O objetivo principal é desmistificar visões negativas, mostrando que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) não é uma enfermidade, mas sim uma variação neurológica natural que faz parte da diversidade humana.
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Estima-se que existam cerca de 2,4 milhões de pessoas com autismo no Brasil. De acordo com dados do IBGE, a maior concentração de diagnósticos está na primeira infância, entre 0 e 4 anos de idade. Nesse cenário, é natural que pais e responsáveis acumulem preocupações sobre o desenvolvimento e, principalmente, o futuro. Entretanto, com acolhimento e ajustes práticos, é perfeitamente possível garantir o bem-estar em cada etapa do amadurecimento.
Para a Bons Fluidos, o neurologista Tonny Luccas, do AmorSaúde, destaca a importância do autocuidado para os próprios pais nessa jornada: "Ter um filho com autismo requer o desenvolvimento de algumas habilidades. O ideal é que os pais façam acompanhamento psicológico, a fim de adquirir estratégias para lidar com a situação, que varia muito em cada caso"
O olhar atento à criança autista
A identificação do TEA costuma acontecer a partir dos 18 meses de vida. Nessa fase, a ausência de contato visual sustentado por cinco segundos e as dificuldades de interação social servem como sinais de alerta. Caso os pais notem um atraso no desenvolvimento comparado a outras crianças da mesma idade, o caminho ideal é buscar o auxílio de um neuropediatra e de um fonoaudiólogo.
Após a avaliação, o médico define o chamado "grau de suporte", que dita o nível de assistência necessário. O especialista detalha essas distinções:
Da mesma forma, vale destacar que crianças com níveis 1 e 2 podem conquistar uma excelente independência escolar e social. Para isso, o segredo está na união entre o estímulo familiar e uma escola preparada para aplicar as adaptações garantidas por lei.
O acolhimento na vida adulta
A necessidade de cuidado não desaparece com o tempo, ela apenas se transforma. Na vida adulta, o paciente com TEA pode continuar contando com uma rede multidisciplinar para manter sua qualidade de vida e independência. Nesse sentido, quatro áreas profissionais desempenham papéis fundamentais:
O médico ressalta, portanto, que independentemente da idade do filho, o ambiente familiar continua sendo o porto seguro mais importante. Pequenas ações em casa fazem toda a diferença para o bem-estar a longo prazo. "Além disso, a atuação dos pais tem um papel muito importante. Mesmo na vida adulta, eles podem auxiliar filhos autistas seguindo recomendações como a redução de estímulos e a administração correta das medicações necessárias", conclui.
*Com informações da AmorSaúde
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