Maceió

Diretor do IML diz que Alagoas não tem espaço para abrigar ossadas

05/07/16 - 10h04 - Atualizado em 05/07/16 - 10h05
Assessoria

O médico legista Fernando Marcelo de Paula, diretor do IML de Alagoas, afirmou que não há espaço adequado no Estado para abrigar ou enterrar ossadas.

Ele concedeu entrevista ao TNH1, após uma denúncia do jornal Folha de S. Paulo, sobre ossadas que foram abandonadas no prédio desativado do IML.

Fernando Marcelo disse que, desde que assumiu o cargo, tem solicitado a implantação de um ossuário para o IML, mas a medida não saiu do papel.

Tanto o prédio atual do IML como o antigo pertencem à Universidade Federal de Alagoas (Ufal), porém ainda estão sob a responsabilidade do Instituto, até que o novo prédio, na parte alta de Maceió, seja entregue. A previsão é de que isso ocorra no início do ano que vem.

Ao ser questionado sobre os ossos, Fernando Marcelo explicou que algumas embalagens contendo ossadas ficaram pelo caminho, quando funcionários do Instituto iniciaram a transferência de material para o atual IML. “Mesmo sem as instalações necessárias, decidimos trazer o restante do material para o local onde ficaremos, provisoriamente, até que algo seja feito”, disse o diretor.

Ainda segundo o médico legista, a situação apresentada pela Folha de São Paulo já não existe mais. “Desde a semana passada, estamos fazendo a remoção não só desses ossos mas também de material arquivado dentro do prédio”.

Além de um ossuário adequado, Fernando também lembrou que não há espaço suficiente nos cemitérios de Maceió para o enterro de indigentes. “Estamos fazendo um rodízio, mas a falta de espaço é um problema antigo que precisa ser resolvido com urgência”, disse.