Saúde

Diretor médico da Santa Casa alerta sobre aumento de internações por Covid-19

Da Redação, com assessoria | 28/08/21 - 09h20 - Atualizado em 28/08/21 - 10h08
Para evitar novo risco de colapso no sistema de saúde, especialista reforça apelo à população: “Evitem aglomerações, respeitem as medidas sanitárias e tomem a vacina” | Reprodução/Secom Alagoas

Em mais um sinal para a população continuar a cumprir os protocolos de distanciamento social e medidas sanitárias contra o novo coronavírus, o diretor médico da Santa Casa de Maceió, Artur Gomes Neto, publicou um vídeo com um alerta sobre o aumento de internações por Covid-19 na unidade da rede privada. “Estamos observando um número crescente de casos em nossas emergências e internações no hospital”, declarou, nessa sexta-feira (27), o pneumologista, durante o primeiro dia de feriado prolongado na capital.

Em depoimento exclusivo ao Portal do Governo, o especialista explicou que, apesar de a rede pública ter capacidade de autogerenciamento em relação à Covid-19, os usuários da rede suplementar têm procurado as unidades privadas. “A gente está observando um aumento de pacientes, inclusive nos ambulatórios. Estamos atendendo entre 20 e 30 pessoas por dia, quando, há pouco tempo, não havia nenhum paciente de Covid-19 na emergência”, exemplificou Artur Gomes Neto.

Em função do aumento de casos, a Santa Casa de Maceió reativou um setor do hospital exclusivamente para atender acometidos com Covid-19. “Já foi necessário a gente reservar novamente uma UTI – a gente não tinha mais leito de UTI e nem clínico para Covid. Agora, com um volume considerável de pessoas, já reservamos uma área do hospital para tratamento clínico, e uma UTI já está funcionando novamente para atender à saúde suplementar”, revelou o diretor médico.

De acordo com o gestor, o cenário se repete no Rio de Janeiro, no interior de São Paulo, e tem previsão de aumentar em todo o país, inclusive por aqui. Ele atribuiu o fato às aglomerações recentemente observadas em ruas, bares e restaurantes da capital.  “As pessoas simplesmente acham que não há mais pandemia. Você não vê mais ninguém de máscara nos bares à noite. Todo mundo saindo, se encontrando, se abraçando e se beijando. E não é por falta de aviso. As pessoas têm que entender que a culpa é da própria população, que não atende às recomendações do Sistema de Saúde, do Governo e do Município de Maceió”, considerou Artur Gomes Neto.

A precaução se justifica pela capacidade de transmissão do vírus, sobretudo com a nova cepa. “A gente já começa a alertar para não entrarmos de novo num risco de colapso no sistema de saúde, ou isso vai acontecer novamente”, esclarece, antes de reforçar o apelo: “Respeitem as medidas sanitárias e se vacinem porque, senão, em setembro, Maceió voltará ao cenário de um mês atrás: UTIs lotadas, hospitais lotados e pessoas morrendo”.

Novo decreto: sem flexibilização

O Governo de Alagoas segue vigilante e atuante na luta contra a pandemia. Os indicadores na rede pública apontam tendência de queda na transmissão e no número de óbitos, além de baixa na ocupação de leitos de UTI, atualmente em 18%. Contudo, em função da ameaça da variante Delta e dos retardatários da vacinação, o novo decreto emergencial (em vigor até o próximo dia 02 de setembro) não trouxe flexibilização e manteve o estado na Fase Amarela do Plano Distanciamento Social Controlado.

Ao passo em que busca equilibrar investimentos em saúde pública com o retorno gradual das atividades econômicas, o Governo do Estado reforça a necessidade de a população receber o ciclo vacinal completo – incluindo a segunda dose dos imunizantes Pfizer, AstraZeneca e Coronavac.