DNA confirma que chilena dada como desaparecida vive na Argentina

Publicado em 28/07/2026, às 13h26
Teste de DNA confirma que Bernarda Vera, dada como desaparecida na ditadura de Augusto Pinochet, vive na Argentina - Reprodução / Chilevisión
Teste de DNA confirma que Bernarda Vera, dada como desaparecida na ditadura de Augusto Pinochet, vive na Argentina - Reprodução / Chilevisión

Por Folhapress

Um teste de DNA confirmou que Bernarda Vera, desaparecida durante a ditadura de Pinochet, reside na Argentina, com a Justiça chilena informando a família sobre o resultado que indica uma probabilidade de 99,9999% de que se trata da mesma pessoa.

Vera, que foi vista pela última vez em 1973 e é reconhecida como vítima de desaparecimento forçado, foi localizada em Buenos Aires, onde documentos argentinos indicam um nascimento em 1949, embora registros chilenos apontem 1946.

O caso é parte do Plano Nacional de Busca do ex-presidente Gabriel Boric, que visa esclarecer o destino de 1.469 vítimas da ditadura, com apenas 317 já encontradas até o momento, enquanto o programa busca reconstruir as trajetórias das vítimas.

Resumo gerado por IA

Teste de DNA confirma que Bernarda Vera, dada como desaparecida na ditadura de Augusto Pinochet, vive na Argentina. A AP informou que a Justiça chilena comunicou o resultado à família.

Exame genético apontou probabilidade superior a 99,9999% de que Bernarda Rosalba Vera Contardo é a mulher registrada como vítima de desaparecimento forçado. A Justiça do Chile decretou sigilo no processo após comunicar o resultado aos familiares.

Vera mora há anos nas proximidades de Miramar, na província de Buenos Aires. A Chilevisión localizou a mulher em setembro de 2025 com documentos argentinos que indicavam nascimento em 4 de fevereiro de 1949.

O dia e o mês de nascimento dos documentos argentinos coincidem com os registros chilenos de Vera. A documentação do Chile, porém, apontava o ano de 1946, três anos antes da data usada na Argentina.

Professora e militante do Movimento de Esquerda Revolucionária, Vera foi vista pela última vez em outubro de 1973, em Panguipulli. O desaparecimento foi relacionado à chacina de Liquiñe, quando trabalhadores e camponeses foram detidos, mortos ou desapareceram após o golpe de Estado.

Registros oficiais incluíram Vera entre as vítimas de desaparecimento forçado após uma operação militar no sul do Chile. A investigação reconstruiu que ela teria atravessado a Cordilheira dos Andes para a Argentina com outras pessoas perseguidas politicamente.

Documentos do processo indicam que a família do militante sueco Svante Grände recebeu Vera, o marido e o filho na Suécia em 1978. Registros migratórios suecos mostram que ela deixou o país em 1999 com destino à Argentina.

O processo faz parte do Plano Nacional de Busca impulsionado pelo ex-presidente chileno Gabriel Boric. A iniciativa busca esclarecer o destino de 1.469 vítimas da ditadura, entre desaparecidos e executados cujos corpos não foram entregues.

A ditadura de Pinochet começou em 11 de setembro de 1973, após o golpe que derrubou Salvador Allende. O regime deixou mais de 40 mil vítimas entre mortos, desaparecidos, torturados e presos.

Até a assinatura do decreto estatal, órgãos oficiais chilenos contabilizavam 317 pessoas encontradas. O programa procura reconstruir as trajetórias das vítimas e determinar seu destino final.

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