Do delineado ao brilho: 5 passos para uma maquiagem glam rock

Tendência resgata a ousadia dos clássicos do rock e aposta em uma maquiagem cheia de atitude que equilibra drama, elegância e modernidade

Publicado em 10/07/2026, às 11h00
Com início nos anos 70, o glam rock incorporou ao rock uma estética extravagante, marcada por brilho, teatralidade e muita personalidade (Imagem: Kiselev Andrey Valerevich | Shutterstock)
Com início nos anos 70, o glam rock incorporou ao rock uma estética extravagante, marcada por brilho, teatralidade e muita personalidade (Imagem: Kiselev Andrey Valerevich | Shutterstock)

Por Redação EdiCase

Celebrado em 13 de julho, o Dia do Rock homenageia não apenas um dos gêneros musicais mais influentes da história, mas também um movimento cultural que marcou gerações e continua inspirando a moda, a beleza e o comportamento. Entre suas características mais notáveis, está a maquiagem, marcada por delineados intensos, olhos esfumados em tons escuros e batons de acabamento matte.

Ao longo da história do rock, diferentes vertentes também deixaram sua marca na estética, entre elas, o glam rock, movimento que uniu a atitude do rock’n’roll a uma identidade visual extravagante, com muito brilho, teatralidade e forte influência da moda.

O surgimento do glam rock data o início dos anos 1970, no Reino Unido, para causar um novo impacto em meio à cultura hippie. O movimento marcou sua época e sua identidade visual voltou a ganhar força nos últimos anos por meio de releituras contemporâneas. Os elementos partem da identidade do rock’n’roll, mas incorporaram novas tendências, como trabalhar com delineados gráficos em formato de estrela e adicionar sombras mais vibrantes, como vermelha, cintilantes e glitter. Essas mudanças permitem adaptar a maquiagem rock para diferentes estilos e ocasiões.

Para Chloé Gaya, maquiadora e diretora artística da rede Jacques Janine, essa versatilidade é justamente o que mantém o estilo em evidência. “O preto clássico permanece presente, mas com o glam rock há mais possibilidades de textura, brilho e cor em meio às cores escuras”, afirma.

Abaixo, a especialista lista algumas dicas práticas para quem quer experimentar o estilo alternativo das makes clássicas do rock. Confira!

1. Preto esfumado continua o protagonista

Nenhuma maquiagem representa tanto o universo do rock quanto os olhos pretos intensamente esfumados. “O preto continua sendo a base da maquiagem inspirada no rock, porque transmite intensidade e atitude”, explica a maquiadora. O segredo está em criar profundidade no olhar, explorando diferentes intensidades do esfumado para adaptar a produção a diversas ocasiões. Com um pincel macio e fazendo movimentos circulares por toda a pálpebra com uma sombra líquida, é fácil construir o esfumado perfeito.

Sugestão de produto: Be Peach Blend Black, de BMĒS.

2. Delineado gráfico entra em cena

Os traços tradicionais deram espaço para linhas mais criativas, transformando o delineado no destaque das releituras do rock. Estrelas, pontas alongadas, traços duplos e formatos geométricos aparecem como forma de modernizar a maquiagem sem abandonar sua essência.

“O delineado gráfico traz um olhar contemporâneo à estética. Ele preserva a intensidade do preto, mas adiciona criatividade e personalidade ao visual”, comenta Chloé Gaya. As canetas delineadoras são a melhor opção para a precisão no traço na hora de criar, dando mais estabilidade para desenhar as estrelas e outras linhas.

Sugestões de produto: Caneta Delineadora Cat, da Dailus; Caneta Delineadora Preto Branca de Neve, da Fenzza; Pen Eyeliner Black, de DEAR MAY.

3. O rock também brilha

O acabamento opaco dominava a maquiagem rocker, hoje o brilho divide espaço com o preto intenso. Sombras coloridas, glitter e pigmentos cintilantes trazem influência do glam rock e transformam a produção em uma versão mais luminosa.

“O brilho não substitui a maquiagem clássica do rock, ele complementa. Aplicado nos pontos certos, valoriza o olhar e deixa o visual mais atual sem perder a atitude”, afirma a maquiadora. Tons prateados ou cores vibrantes aparecem como aliados para criar contraste e destacar ainda mais os olhos, geralmente aplicados no centro da pálpebra móvel ou nos cantos externos dos olhos.

Sugestão de produto: Diamond Pop Cor Silver, de Ruby Kisses.

Uma foto de perto de uma jovem modelo com maquiagem artística dramática e cabelos ondulados de comprimento médio. O fundo é cinza suave e ela não está usando blusa. A maquiagem apresenta padrões roxos e pretos nas pálpebras, bochechas rosas brilhantes e lábios metálicos azuis-arroxeados. Brincos de strass longos pendem das orelhas. Ela olha diretamente para a câmera com uma expressão séria.
Na maquiagem glam rock, o blush ganha força para acompanhar olhos dramáticos e trazer ainda mais personalidade ao visual (Imagem: Volodymyr TVERDOKHLIB | Shutterstock)

4. Blushes favorecem o visual marcante

Embora o olhar continue sendo o grande destaque, o blush ganha importância na composição da maquiagem. Aplicado de forma mais evidente e esfumado em direção às têmporas, ele ajuda a estruturar o rosto e cria um acabamento dramático que conversa com toda a produção. “O blush deixa de ser apenas um detalhe e passa a equilibrar a intensidade dos olhos, trazendo dimensão ao rosto”, explica a profissional. Tons rosados queimados, vinho e pêssego intenso ajudam a reforçar essa proposta.

Sugestão de produto: Bolush Blush Cremoso Multifuncional Cor Beijinho, de Pudim Beauty.

5. Lábios intensos completam o visual

Os batons escuros continuam sendo um dos elementos que estão sempre presentes na cultura do rock’n’roll. Tons de vinho, ameixa, marrom profundo e preto dividem espaço com o vermelho clássico, criando produções de forte personalidade.

“O batom é o fechamento da maquiagem. Reforça a identidade do look e pode tanto acompanhar um olho dramático quanto equilibrar produções mais iluminadas”, destaca Chloé Gaya. Acabamentos matte e cremosos convivem lado a lado, permitindo diferentes interpretações do estilo sem abrir mão da atitude.

Sugestão de produto: BT Vinyl, de Bruna Tavares Cor Morgana.

Por Letícia Borelli

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