Dor no peito nem sempre é igual: 5 mitos e verdades sobre o sintoma que pode indicar risco ao coração

Especialista explica em quais situações o desconforto deve acender o alerta e quando pode sinalizar um problema cardíaco grave

Publicado em 29/04/2026, às 11h00
Entender a origem da dor no peito é fundamental para reconhecer riscos e agir com rapidez (Imagem: TetianaKtv | Shutterstock)
Entender a origem da dor no peito é fundamental para reconhecer riscos e agir com rapidez (Imagem: TetianaKtv | Shutterstock)

Por Redação EdiCase

A dor no peito é um dos sintomas que mais despertam preocupação, especialmente pela relação com problemas cardiovasculares. Embora nem sempre indique algo grave, o sintoma exige atenção, pois pode estar associado a condições simples, como refluxo, tensão muscular e ansiedade, até situações de emergência, como o infarto. Entender quando esse desconforto representa um risco é fundamental para agir no momento certo.

De acordo com o cardiologista Marcelo Bergamo, é justamente a banalização do sintoma que representa um dos maiores riscos. “Existe um erro comum de achar que dor no peito é sempre algo simples ou emocional. Nem toda dor é infarto, mas todo infarto pode começar com uma dor no peito. O ideal é sempre investigar”, afirma o médico.

Para ajudar a diferenciar situações comuns de sinais de alerta, o cardiologista Marcelo Bergamo destaca alguns mitos e verdades sobre o tema. Confira!

1. A dor no peito pode indicar infarto, mesmo que não seja muito intensa

Verdade. A dor pode ser leve e se manifestar como pressão, queimação ou desconforto e, ainda assim, representar um problema cardíaco.

2. Se a dor passar rápido, não é nada grave

Mito. Algumas dores cardíacas podem ser intermitentes, indo e voltando. Isso não exclui risco e, por isso, deve ser investigado.

3. O sintoma pode vir acompanhado de outros sinais

Verdade. Falta de ar, suor frio, náuseas e dor irradiada para braço, costas ou mandíbula aumentam a suspeita de origem cardíaca.

4. Jovens também podem ter problemas no coração

Verdade. Hoje vemos cada vez mais casos em pessoas mais novas, muito ligados ao estresse e ao estilo de vida.

5. Dor no peito sempre significa infarto

Mito. Nem toda dor é cardíaca. Ansiedade, problemas musculares e refluxo também podem causar desconforto semelhante.

É importante destacar que nem todo problema cardíaco apresenta dor evidente. Em mulheres, idosos e pessoas com diabetes, por exemplo, os sintomas podem ser mais silenciosos ou atípicos. “Há casos em que o infarto acontece sem dor no peito, com sinais como cansaço extremo, tontura ou falta de ar”, reforça o cardiologista Marcelo Bergamo.

Um médico jovem, de perfil, usa um estetoscópio para auscultar o peito de um paciente idoso. O paciente, um homem de cabelos brancos vestindo uma camisa polo azul, olha para o médico com uma expressão tranquila e um leve sorriso. O ambiente é um consultório médico iluminado e moderno.
Dor no peito acompanhada de outros sintomas exige atenção imediata e avaliação médica (Imagem: PeopleImages | Shutterstock)

Quando procurar atendimento médico

A recomendação é clara: qualquer dor no peito de início súbito, persistente ou associada a outros sintomas deve ser avaliada com urgência, principalmente se surgir durante esforço físico ou situações de estresse.

O médico Marcelo Bergamo chama a atenção para sinais como sensação de peso ou aperto no peito, dor que dura mais de alguns minutos ou que vai e volta, além de sintomas associados. “O tempo é determinante. Quanto mais rápido o atendimento, maiores as chances de evitar complicações graves”, destaca o médico.

Mais do que gerar pânico, a informação tem o papel de salvar vidas. Em um cenário em que o infarto cresce entre jovens e pode se manifestar de formas diferentes, entender os sinais do corpo é essencial. “No caso de dúvida, é melhor pecar pelo excesso de cuidado do que pela demora. O coração costuma dar sinais e o problema é quando eles são ignorados”, conclui o cardiologista.

Por Rayssa Martins

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