Polícia

“Ele nega as acusações”, diz advogado de servidor preso por estupro

TNH1 com TV Pajuçara | 15/04/19 - 13h45 - Atualizado em 15/04/19 - 14h00
Benício foi preso nesta segunda-feira | Erik Maia/TNH1

Benício Vieira de Lima, 46 anos, servidor da Câmara Municipal de Maceió preso por estupro, nesta segunda-feira (15), negou todas as acusações e se declarou inocente. As informações foram passadas pelo advogado do suspeito, Arnaldo Abreu Bispo, em entrevista ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara.

“Ele nega as acusações. A priori não temos as informações que estão no inquérito policial. É um processo complexo, pois são acusações muito graves. Vamos analisar a situação dele. Caso ele seja culpado e condenado, nós vamos querer garantir os direitos constitucionais dele”, disse.

Ainda segundo a defesa, Benício está com quatro mandados de prisão, após a polícia ter colhido depoimentos de supostas vítimas do servidor. Bispo afirmou não ter conhecimento da informação que ao menos 19 vítimas, entre 11 e 17 anos, foram abusadas pelo agressor. 

A polícia destacou que além das seis pessoas que acusaram o homem em depoimentos, mais quatro procuraram a delegacia depois da repercussão dos crimes. 

O servidor vai ser encaminhado para a Delegacia da Mulher, no Centro de Maceió, no início desta tarde, para prestar mais um depoimento. Ele já realizou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal, e após os procedimentos cabíveis, será levado ao sistema prisional.

Benício foi preso em Guaxuma, em cumprimento de mandado de prisão temporária expedido pela Justiça, e será exonerado da Câmara de Vereadores.

Modo de operação do agressor

A delegada responsável pelo caso, Ana Luíza Nogueira, confimou que Benício usava uma arma de fogo para obrigar as vítimas a entrar no veículo, um sedan prata, e seguia para um escritório localizado na Avenida Rotary, onde cometia os estupros. Os crimes aconteciam desde 2015.

Todas as vítimas foram abordadas durante a noite. O escritório pertence ao vereador Chico Filho, que contratou Benício como segurança, de acordo com informações do Portal da Transparência da Câmara.

Perícia Oficial realizou exames no local onde ocorriam crimes | Cortesia ao TNH1

Provas

Além das provas obtidas pelo Serviço de Inteligência da polícia e do laboratório cibernético de Brasília, pelo menos seis vítimas já reconheceram Benício por foto e também o local do crime. Outras quatro procuraram a delegacia no início da tarde para fazer o reconhecimento.

Mulheres e adolescentes que ainda não tenham sido ouvidas podem comparecer à Delegacia de Crimes Contra a Criança, no bairro do Jacintinho, ou à Delegacia da Mulher, no Centro, para que seja iniciada nova investigação.

Crimes sexuais cometidos em 1996

A delegada Adriana Gusmão, da Delegacia de Crimes Contra a Criança e o Adolescente da Capital, confirmou para a reportagem da TV Pajuçara que Benício já responde a uma investigação por crimes sexuais cometidos em 1996. 

Os crimes são previstos no artigo 218 e 213 do Código Penal. O primeiro trata de induzir uma criança ou adolescente a satisfazer lascívia ou presenciar ato sexual ou libidinoso, e o segundo é o estupro.