Alagoas

Em nota, Correios avisa que paralisação não afeta serviços de atendimento

Redação TNH1 | 11/09/19 - 14h59 - Atualizado em 11/09/19 - 15h13
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A estatal Correios emitiu uma nota, na tarde desta quarta-feira, 11, e explicou que a greve deflagrada por empregados na noite de ontem, em assembleia nacional, não vai afetar nos serviços de atendimento. 

O comunicado da estatal destacou que já foi colocado em prática um planejamento para minimizar os impactos à sociedade. A exemplo, deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e mutirões. 

Ainda segundo os Correios, 83% dos funcionários, em Alagoas, trabalham normalmente nesta quarta-feira e os clientes devem aguardar a entrega de correspondência e encomendas em suas casas.

Leia a nota na íntegra

A paralisação parcial dos empregados dos Correios, iniciada nesta terça-feira (10) pelas representações sindicais da categoria, não afeta os serviços de atendimento da estatal.

A empresa já colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população. Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas.

Levantamento parcial realizado na manhã desta quarta-feira (11) mostra que 82% do efetivo total dos Correios no Brasil está trabalhando regularmente. Em Alagoas, 83% dos empregados estão trabalhando normalmente. Os clientes devem aguardar a entrega de correspondência e encomendas em suas residências.

Negociação — Conforme amplamente divulgado, os Correios estão executando um plano de saneamento financeiro para garantir sua competitividade e sustentabilidade. Desde o início de julho, a empresa participa de reuniões com os representantes dos empregados, nos quais foram apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado, atualmente na ordem de R$ 3 bilhões. As federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa.

Vale ressaltar que, neste momento, um movimento dessa natureza agrava ainda mais a combalida situação econômica da estatal. Por essa razão, os Correios contam com a compreensão e responsabilidade de todos os seus empregados, que precisam se engajar na missão de recuperar a sustentabilidade da empresa e os índices de eficiência dos serviços prestados à população brasileira.

Sindicato fala sobre paralisação

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Alagoas, Alisson Guerreiro, afirmou, em entrevista ao programa Balanço Geral Alagoas, da TV Pajuçara, nesta manhã, que o protesto é pela possível privatização da empresa e por não conseguirem manter o acordo coletivo da categoria.

“Essa greve acontece em virtude da empresa não aceitar mais negociar. A gente estava negociando com mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), e pela primeira vez na história, uma empresa se retira das negociações com a presença do TST, deixando a gente sem o acordo coletivo desde o dia 1º de setembro", disse.

Ainda segundo Guerreiro, os Correios têm uma concorrência no setor de entrega de encomendas e a possível privatização pode prejudicar o consumidor. “Os Correios atendem a 5.570 municípios no país, e a concorrência, 600. É bom alertar a população que se os Correios for privatizado, infelizmente boa parte da sociedade brasileira vai ficar sem a entrega de correspondência e de encomenda”, destacou.