Um funcionário foi obrigado a trabalhar com um uniforme rasgado, expondo suas partes íntimas, após ter seu pedido de troca negado pela empresa, que alegou falta de novas peças. A situação resultou em uma condenação judicial, com a empresa sendo obrigada a pagar R$5.000,00 por danos morais.
O ex-funcionário relatou que o desgaste do uniforme ocorreu devido ao uso intenso nas atividades diárias, e outros trabalhadores confirmaram a precariedade dos uniformes, que só eram trocados quando havia disponibilidade. O caso gerou constrangimento, com o funcionário se tornando alvo de piadas entre colegas.
Apesar de a empresa ter recorrido da decisão, a Sexta Turma do Tribunal manteve a condenação, e o processo está atualmente em fase de execução, indicando que a questão da segurança e dignidade no ambiente de trabalho ainda precisa ser abordada.
Um funcionário foi obrigado a trabalhar com calça rasgada durante o expediente, com as partes íntimas expostas. Segundo relatos, ele teria solicitado a troca do uniforme, que foi negado pela empresa por falta de novas peças.
LEIA TAMBÉM
A empresa foi condenada na 1ª Vara do Trabalho de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a pagar R$5.000,00 de indenização por danos morais.
O ex-funcionário relatou que o uniforme rasgou na altura das partes íntimas devido à “junção do intenso uso e desgaste pelas atividades executadas”. Com o ocorrido, ele teria ido até o setor responsável solicitar a troca, o que foi negado. Procurada pela reportagem do Estado de Minas, a Justiça do Trabalho não informou quais eram as funções realizadas na empresa.
Outros funcionários tiraram fotos do ocorrido e repassaram em grupos de mensagens, fazendo com que o trabalhador virasse piada no ambiente.
Uma testemunha confirmou que o funcionário procurou imediatamente o setor responsável pela troca de uniformes e que a nova vestimenta foi negada ao trabalhador. Ele ainda confirmou a precariedade nos uniformes da empresa e afirmou que a substituição só ocorria “quando existia uniforme disponível”.
“Conforme o que vai fazer, o uniforme rasga muito porque é muito apertado para dar manutenção nas máquinas”, disse a testemunha. O problema se mostrou recorrente, já que no mesmo depoimento, ele afirma já ter necessitado de pegar uniforme emprestado de colegas.
A empresa recorreu, mas a Sexta Turma manteve a sentença de 1.ª Instância, e o processo está em fase de execução.
LEIA MAIS
+Lidas