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Entenda como funciona o primeiro cemitério vertical de Alagoas

Modalidade troca jazigos no chão por estruturas de aço e fibra de vidro; unidade em Alagoas é a maior do grupo Ecomemorial até agora

02/08/21 - 14h49 - Atualizado em 02/08/21 - 14h55

Desde que foi anunciado que Alagoas está prestes a inaugurar seu primeiro cemitério vertical, com a instalação do Ecomemorial em Marechal Deodoro, muitas pessoas têm se perguntado como, de fato, funciona um cemitério vertical. Os caixões são enterrados em pé? Essa é uma boa ideia para o meio ambiente? São dúvidas completamente compreensíveis diante de um negócio diferenciado e ainda mais se tratando do mercado do luto, que é um tabu para muitas pessoas.

Quem passa na frente do Ecomemorial pode, à primeira vista, acreditar que se trata de mais um condomínio de luxo, uma vez que a imagem é totalmente diferente dos cemitérios tradicionais. Ele é composto essencialmente por lóculos (gavetas) e ossuários, organizados em quatro pavimentos em uma estrutura de steel frame (aço), a partir do chão. O solo não é cavado em um cemitério vertical.

O sepultamento é feito nas gavetas de fibra de vidro, na qual dois pequenos canos sugam todos os gases e substâncias da decomposição para uma estação de tratamento, onde ficam isolados até a completa evaporação. Este processo é monitorado por um software que controla as variáveis de temperatura, umidade e pressão. Toda canalização é subterrânea e o piso feito em placas cimentícias. Findo esse processo, os restos mortais são colocados em descanso eterno no ossuário, onde família e amigos podem prestar suas homenagens.

Em relação à localização, o Ecomemorial fica à beira da Rodovia Dr Ib Gatto Marinho Falcão (AL-101 Sul), entre Maceió e Marechal Deodoro, mais precisamente após a segunda ponte da Massagueira. Está a 15 minutos do Centro da capital, com acesso facilitado também pela pista do Polo Multifabril, e longe das praias e lagoas da região.

A unidade alagoana do Ecomemorial é a maior do grupo até agora, que também opera cemitérios verticais em Caruaru e Recife, em Pernambuco. O foco é ter em seus quadros mão de obra local, movimentando a economia e contribuindo para a vida dos moradores.

“Nossa operação aqui é três vezes maior do que a de Caruaru, onde temos cerca de 70 funcionários diretos. Já começamos a contratar moradores aqui de Marechal e projetamos chegar a 100 funcionários quando estivermos operando em plena capacidade. Isso sem contar com os  empregos indiretos em funerárias, floriculturas e outros serviços de apoio que iremos gerar”, relata Eduardo Carvalho, diretor de Operações do Ecomemorial Alagoas.

O agente funerário Allan Vieira foi um dos beneficiados por essa medida. O alagoano morava em Caruaru há quase dois anos, trabalhando no Ecomemorial daquela cidade, e recebeu o convite de voltar para casa com a instalação da unidade em Marechal.

“Eduardo informou que ia abrir esta unidade e perguntou se eu gostaria de trabalhar aqui. Fiquei bastante alegre, porque estava voltando para perto da minha família e grato pela oportunidade de fazer parte do Ecomemorial de Alagoas”, relatou.