Equipes brasileiras de resgate encerram operação na Venezuela

Publicado em 10/07/2026, às 13h42
Bombeiros de São Paulo foram para a Venezuela no no final de junho para ajudar nas buscas por vítimas do terremoto - Divulgação / Bombeiros de SP
Bombeiros de São Paulo foram para a Venezuela no no final de junho para ajudar nas buscas por vítimas do terremoto - Divulgação / Bombeiros de SP

Por Gustavo Zeitel / Folhapress

Equipes de resgate brasileiras retornam ao país após concluir operações na Venezuela, onde foram mobilizadas em resposta a terremotos que causaram devastação significativa, resultando em quase 4 mil mortes e milhares de feridos.

A missão brasileira, composta por 80 especialistas, realizou 90 intervenções, resgatando 23 vítimas e instalando um hospital de campanha que já atendeu mais de 1.200 pessoas, incluindo cirurgias e exames.

O hospital continuará a operar com novos profissionais, enquanto o Brasil enviou suprimentos essenciais, como purificadores de água e alimentos, para ajudar na recuperação da Venezuela, que enfrenta uma grave crise humanitária.

Resumo gerado por IA

As equipes brasileiras de resgate que trabalharam após os terremotos na Venezuela regressam, nesta sexta-feira (10), ao Brasil. A aeronave KC-30 da Força Aérea Brasileira vai decolar entre 12h e 13h de Caracas e fará uma escala em Brasília.

De lá, os bombeiros de Minas Gerais seguem a Belo Horizonte em aeronave própria, enquanto os especialistas em buscas de São Paulo e do Paraná continuam a viagem até o aeroporto de Guarulhos. O pouso em São Paulo está previsto para as 20h.

O trabalho da missão brasileira foi concluído na quinta-feira (9). A equipe paulista se organizou em duas frentes. A primeira embarcou em 26 junho e foi composta por 11 bombeiros militares, dois médicos, um representante da Defesa Civil, além das cadelas de busca Malina e Kiara e de cinco toneladas de equipamentos.

A outra frente embarcou em 28 de junho, com 16 bombeiros militares, um representante da Defesa Civil e quatro toneladas de equipamento. A equipe paulista já apresentou o saldo da missão: foram, ao todo, 90 intervenções operacionais, que retiraram dos escombros 23 vítimas, sendo 11 homens, 9 mulheres e 3 cuja identificação do sexo não pôde ser realizada.

Ao todo, 80 especialistas brasileiros atuaram na operação. O governo informou que o Brasil foi o primeiro país a instalar um hospital de campanha depois dos terremotos, o que mobilizou 99 militares da área da saúde.

O hospital montado pelo governo brasileiro, porém, vai seguir funcionando, com 56 profissionais que vão chegar para substituir quem retorna agora.

Em dez dias, disse o governo, já foram realizados mais de 1.200 atendimentos, incluindo cirurgias e exames laboratoriais. A Venezuela recebeu ainda do Brasil cem purificadores capazes de gerar 5.000 litros de água, além 60 toneladas de suprimentos, remédios e 150 toneladas de alimentação e itens de higiene.

No fim de junho, a Venezuela foi atingida por dois fortes terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, registrados com menos de um minuto de intervalo e sentidos na maior parte do país, incluindo a capital, Caracas.

Os tremores de terra causaram desabamento de edifícios, fortes danos à infraestrutura e ampla operação de resgate, concentrada na região de La Guaira, uma das mais afetadas, que vive um estado de calamidade.

Segundo o balanço mais recente divulgado por organismos internacionais e autoridades locais, o desastre na Venezuela deixou 3.889 mortos e ao menos 16.740 feridos, além de 18 mil desabrigados.

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