Maceió

Estátua de Lêdo Ivo é inaugurada no calçadão do Posto 7, em Maceió

Redação com Assessoria | 03/09/19 - 11h00 - Atualizado em 03/09/19 - 14h45

Foi inaugurada na manhã desta terça-feira (3), no calçadão do Posto 7, no bairro da Jatiúca, em Maceió, a escultura do escritor alagoano Lêdo Ivo, um monumento de bronze feito pelo artista plástico e escultor mineiro Léo Santana.

A cerimônia contou com a presença de familiares, amigos, e alunos de uma escola pública da rede municipal. A obra é a quinta instalada em Maceió. Todas elas fazem referência a personalidades alagoanas de destaque nacional: Graciliano Ramos e Aurélio Buarque de Holanda, ambas feitas em bronze e inauguradas em 2015, durante as comemoração dos 200 anos de Maceió; Paulo Gracindo, inaugurada em 2017, e Nise da Silveira, inaugurada este ano. Todos os monumentos foram feitos por Léo Santana.

Foto:Marco Antônio/Secom Maceió

O artista plástico Gonçalo Ivo, filho do escritor, disse estar muito emocionado com a homenagem. Durante a revelação da estátua, ele externou o que para muitos é uma curiosidade. "Ficou muito parecido. A impressão que dá é que ele vai sair andando", disse.Para o prefeito de Maceió, Rui Palmeira, a escultura é uma homenagem justa a um escritor que fazia de Maceió e de Alagoas a grande inspiração para suas obras. "Isso é muito bom para a nossa autoestima. Ter Lêdo Ivo, um poeta reconhecido em todo o Brasil e no mundo, ver os familiares aqui, com mais um vulto de um alagoano importante abrilhantando nossa orla", disse.

Veja o vídeo da inauguração:

Trajetória

Lêdo Ivo nasceu em Maceió no dia 16 de fevereiro de 1924. Em 1940, mudou-se para a cidade de Recife, onde participou do primeiro congresso de poesia da capital pernambucana. Em 1943, passou a morar no Rio de Janeiro e a estudar na Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil.

Em 1944, estreou na literatura com as “Imaginações”, livro de poesia, e no ano seguinte publicou “Ode e Elegia”. Posteriormente, sua obra literária foi expandida com a publicação de livros de poesia, romance, crônica, conto e ensaio.

Em 1947, seu romance de estreia “As Alianças” foi considerado o melhor romance pela Fundação Graça Aranha, mas este não foi o único prêmio atribuído ao ilustre alagoano: Lêdo Ivo, também, foi agraciado com os prêmios Olavo Bilac e Carlos Laet, da Academia Brasileira de Letras, de Memória, da Fundação Cultural do Distrito Federal, e Golfinho de Ouro, do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

(Erik Maia/TNH1)
(Erik Maia/TNH1)
(Erik Maia/TNH1)
(Erik Maia/TNH1)

Sua obra foi reconhecida, também, internacionalmente através dos prêmios Poesia del Mundo Latino Victor Sandoval, do México, de Literatura Brasileira da Casa de Las Américas, de Cuba, e Rosalía de Castro, da Espanha.

Em 1949, pronunciou, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, a conferência “A geração de 1945”. Neste ano, concluiu a graduação na Faculdade Nacional de Direito, mas não exerceu a profissão.

Lêdo Ivo foi membro efetivo da Academia Alagoana de Letras, sócio honorário do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, sócio efetivo da Academia de Letras do Brasil, sócio honorário da Academia Petropolitana de Letras e sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal.

Ao longo de sua trajetória literária, o escritor alagoano foi convidado numerosas vezes a representar o Brasil em congressos culturais e a participar de encontros internacionais de poesia.