Uma mulher de 30 anos é investigada por furto qualificado, causando um prejuízo de R$ 43 mil a uma empresa em Maceió, com a Polícia Civil cumprindo mandados de prisão e busca na operação 'Vale Fantasma'. A suspeita, ex-analista de Departamento Pessoal, teria criado cadastros falsos para desviar créditos de vale-alimentação de funcionários.
A investigação revela que o esquema ocorreu por pelo menos oito meses, envolvendo 168 transações fraudulentas, com a mulher utilizando CPFs falsos, incluindo o de um ex-funcionário falecido, para solicitar cartões de vale-alimentação de empregados demitidos.
A mulher está detida na Central de Flagrantes e a investigação prossegue para mapear todas as transações fraudulentas e possíveis cúmplices no esquema.
Uma mulher de 30 anos foi presa nessa terça-feira (14) pelo crime de furto qualificado por meio de fraude continuada contra uma empresa do ramo industrial, sediada no bairro do Clima Bom, na parte alta de Maceió. Ela teria causado um prejuízo estimado em R$ 43 mil. A Polícia Civil de Alagoas cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra a investigada.
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A operação “Vale Fantasma” também apreendeu celulares, com objetivo a extração de dados e a perícia criminal. O procedimento segue etapas específicas para garantir que as informações sirvam como prova legal na investigação.
Segundo a polícia, a suspeita era ex-analista de Departamento Pessoal da empresa e única responsável pela alimentação do sistema de gestão de benefícios da operadora de vales-alimentação.
Com o acesso exclusivo, ela teria cadastrado CPFs falsos vinculados a nomes de funcionários reais e solicitado segundas vias de cartões de empregados demitidos, desviando para si os créditos mensais de vale-alimentação de dez trabalhadores.
A apuração indica que o esquema funcionou por, pelo menos, oito meses, entre julho de 2025 e janeiro de 2026, somando cerca de 168 transações.
O nome da operação faz referência aos cadastros "fantasmas" criados no sistema de benefícios, que chegaram a utilizar até o CPF de um ex-funcionário já falecido.
A presa foi conduzida à Central de Flagrantes, onde permanece à disposição da Justiça. A investigação continua para identificar a totalidade das transações fraudulentas e eventuais participações de terceiros.
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