Ex-comandante aéreo de AL morre 14 meses após ser baleado durante operação no RJ

Publicado em 18/05/2026, às 07h20
Divulgação/Governo de Alagoas e Reprodução
Divulgação/Governo de Alagoas e Reprodução

por Pedro Acioli*

Publicado em 18/05/2026, às 07h20

Felipe Marques Monteiro, ex-comandante aéreo da Segurança Pública de Alagoas, faleceu após 14 meses de complicações decorrentes de ferimentos sofridos em uma operação policial no Rio de Janeiro, onde foi atingido por um tiro de fuzil.

O incidente ocorreu em março de 2025, durante uma ação contra uma quadrilha de roubo de vans, resultando na prisão de um dos líderes do grupo, enquanto outros suspeitos permanecem foragidos.

Após uma longa recuperação, que incluiu internações e reabilitação, o Governo do Rio de Janeiro expressou condolências e reconheceu a dedicação de Monteiro ao serviço público, destacando seu legado na segurança do estado.

Resumo gerado por IA

Felipe Marques Monteiro, de 45 anos, ex-comandante aéreo da Segurança Pública de Alagoas, morreu nesse domingo (17) após passar 14 meses enfrentando complicações decorrentes de ferimentos sofridos durante uma operação no Rio de Janeiro. A morte foi confirmada pela família do policial nas redes sociais.

No dia 20 de março de 2025, Felipe sobrevoava uma comunidade a bordo de um helicóptero do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). A aeronave dava apoio a policiais durante a operação “Torniquete”, realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

A ação tinha como alvo uma quadrilha especializada em roubo de vans. Um homem apontado como líder do grupo foi preso. Durante a operação, criminosos efetuaram diversos disparos e o policial civil foi atingido por um tiro de fuzil na testa, que perfurou o crânio.

Um dos suspeitos de participar do ataque foi preso em maio. Outros envolvidos seguem foragidos.

Em dezembro do ano passado, após nove meses internado no Hospital São Lucas Copacabana, Felipe recebeu alta para iniciar o processo de reabilitação. No entanto, em abril deste ano, ele voltou a apresentar complicações no quadro de saúde e precisou ser internado novamente.

Responsável pela estruturação das operações aéreas em AL

Felipe Marques Monteiro esteve à frente do comando de aeronaves em Alagoas entre 2011 e 2013. Na época em que foi baleado, o Governo de Alagoas afirmou que ele era um profissional “exemplar e extremamente dedicado”.

Segundo o Departamento Estadual de Aviação (DEA), o piloto foi um dos responsáveis pela estruturação das operações aéreas em Alagoas. Ele atuava nas aeronaves Arcanjo 01, utilizada em missões de resgate aeromédico, e também nos helicópteros Falcão, empregados em operações de Segurança Pública.

Governo do Rio de Janeiro se manifestou

Em nota enviada à imprensa, o Governo do Rio de Janeiro manifestou solidariedade aos familiares, amigos e companheiros da Polícia Civil. Além disso, também reconheceu o compromisso e a entrega do comandante durante o trabalho. Veja a nota na íntegra:

"O Governo do Estado do Rio de Janeiro lamenta a morte do policial civil e piloto da CORE, Felipe Marques Monteiro, que foi ferido em março de 2025, durante uma operação da Polícia Civil na Vila Aliança, quando o helicóptero em que atuava como copiloto foi alvo de disparos de criminosos com fuzis.

Desde então, ele travou uma longa, difícil e corajosa batalha pela vida, marcada pela força, fé e dedicação da família, especialmente de sua esposa, mobilizando colegas de profissão, amigos e todos os que torciam por sua recuperação.

Neste momento de dor, o Governo do Estado presta solidariedade aos familiares, amigos e companheiros da Polícia Civil, e reconhece a bravura, o compromisso e a entrega do comandante Felipe Marques Monteiro no exercício da missão de proteger a população fluminense. Sua coragem e seu legado permanecerão na memória da segurança pública do nosso estado".

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