Falsos motoristas que enganavam turistas em aeroporto de SP são presos

Publicado em 21/06/2026, às 13h19
Rubens Cavallari/Folhapress
Rubens Cavallari/Folhapress

Por Folhapress

Três suspeitos de integrar uma organização criminosa que oferecia corridas ilegais no Aeroporto de Guarulhos foram presos temporariamente durante uma operação da Polícia Civil, que visava desarticular o grupo conhecido por coagir passageiros a pagar tarifas exorbitantes.

A ação foi desencadeada após a análise de 30 boletins de ocorrência e a coleta de imagens de câmeras de segurança, revelando a atuação dos falsos motoristas, que visavam principalmente idosos e turistas, causando insegurança e prejuízos.

A polícia continua a busca por outros integrantes da organização e investiga a possível ligação dos suspeitos com crimes como estelionato e extorsão, prometendo que a prática ilegal não será mais tolerada no terminal.

Resumo gerado por IA

A Polícia Civil prendeu temporariamente três suspeitos de integrar uma organização criminosa formada por falsos motoristas de táxi e aplicativo que oferecem corridas ilegais na área de desembarque do Aeroporto de Guarulhos.

Operação prende grupo suspeito de aplicar golpes no Aeroporto de Guarulhos. A ação realizada na última sexta-feira (19) foi deflagrada para cumprir seis mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão. Entre os alvos, três foram detidos durante as buscas na cidade de Guarulhos e nos bairros de Itaquera, Capão Redondo e São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo.

Grupo abordava viajantes e oferecia corridas irregulares de táxi ou de aplicativo. Conhecidos como "arrastadores", os falsos motoristas abordavam os passageiros no momento do desembarque do terminal e, depois, coagiam os viajantes a pagar valores muito acima do preço normal de mercado pelo serviço.

Ação foi possível após a análise de 30 boletins de ocorrência semelhantes. A partir deles, a polícia também reuniu imagens de câmeras de segurança que mostram a atuação dos suspeitos no terminal de passageiros. Durante as investigações, foram identificados ao menos seis integrantes da associação criminosa e sete vítimas, residentes em outros estados e até no exterior.

Polícia afirma que a ação desarticula problema antigo no maior terminal do país. Luiz Romani, delegado responsável pela operação, afirmou que a organização criminosa "marca o fim da impunidade dos chamados arrastadores" e garantiu que a prática ilegal "não terá mais espaço no Aeroporto de Guarulhos".

"Esses criminosos atuavam de forma recorrente e vinham causando prejuízos e insegurança a passageiros, especialmente idosos, turistas e estrangeiros", disse Luiz Romani.

Agentes ainda tentam localizar os demais investigados pelas falsas corridas. Segundo a Polícia Civil, a iniciativa também apura a participação dos suspeitos em outros crimes, como estelionato e extorsão, praticados contra passageiros que desembarcavam rumo à capital paulista.

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