Polícia

Família cobra esclarecimento do assassinato de corretor de imóveis em Palmeira dos Índios

Bruno Soriano | 03/08/21 - 15h26 - Atualizado em 04/08/21 - 12h11
Reginaldo foi morto a facadas em Palmeira dos Índios, Agreste alagoano | Divulgação pessoal

Familiares do corretor de imóveis Reginaldo Fernandes dos Santos, assassinado no dia 25 de abril deste ano, em Palmeira dos Índios, clamam por justiça. Prestes a completar 100 dias, o caso segue sem solução, o que só faz aumentar a angústia de quem conhecia a vítima.

Reginaldo tinha 41 anos quando foi encontrado morto em sua própria residência, no Conjunto Jaime Soares de Melo. O corpo apresentava perfurações que teriam sido provocadas por golpes de faca. Segundo a irmã da vítima, Lúcia Fernandes, a família segue sem ter a quem atribuir o crime.

“Sabemos que ele bebia com algumas pessoas no dia do crime, mas seguimos sem praticamente nenhuma informação porque a polícia alega que isso atrapalharia as investigações. O que nos foi dito é que a Secretaria de Segurança Pública designou um delegado especial para o caso, mas, ao que parece, nada evoluiu. Minha mãe tem 80 anos e sofre todos os dias, enquanto eu estou sendo acompanhada por um psicólogo desde então”, afirma Lúcia, que questiona também a demora para conclusão do laudo pericial pelo Instituto de Criminalística (IC).

Ainda segundo a família, a equipe do IC levou quase 10 horas pra chegar ao local do crime. “Eu consegui chegar ao secretário [Alfredo Gaspar de Mendonça] por meio de uma rede social. Ele me respondeu dizendo que daria o devido encaminhamento ao caso. Porém, continuamos sem saber quem seria o autor ou mesmo a motivação do crime”, emenda a irmã.

Ela acrescenta que Reginaldo, quando candidato a vereador pelo município do Agreste alagoano, também ficou conhecido por sua postura combativa. 

“Ele chegou a ter uma desavença com um funcionário da Prefeitura, mas não podemos afirmar nada a esse respeito. Meu irmão também era homossexual, mas também não sabemos se ele foi vítima de crime passional ou de latrocínio, já que teve alguns pertences levados pelos criminosos. Ele, inclusive, estava com uma quantia em espécie porque, dias antes de morrer, havia vendido uma motocicleta. Reginaldo era uma pessoa honesta. Lutou muito para conseguir o pouco que conquistou e não merecia esse fim trágico”, reforça Lúcia.

O TNH1 manteve contato com a Perícia Oficial, cuja assessoria de comunicação busca informações junto ao perito responsável pelo caso. A reportagem não conseguiu contato com o delegado Rosivaldo Vilar, que responde pela Delegacia Regional de Palmeira dos Índios, para saber sobre o andamento das investigações.