por Eberth Lins
Publicado em 27/05/2026, às 08h42
Familiares e amigos de Maxsoell Ferreira dos Santos, desaparecido desde 12 de maio, realizaram uma mobilização em Ipioca para exigir respostas sobre o caso, mas o protesto foi suspenso pela Polícia Militar para evitar transtornos no trânsito.
Maxsoell foi visto pela última vez quando informou à mãe que iria a uma festa em Guaxuma, e desde então não fez mais contato; a família já realizou buscas em áreas próximas, mas sem sucesso.
A mãe de Maxsoell tem ido frequentemente à delegacia em busca de informações, enquanto a prima questiona a falta de ação da polícia, levantando preocupações sobre desigualdade no tratamento de casos de desaparecimento.
Familiares e amigos de Maxsoell Ferreira dos Santos, de 34 anos, desaparecido desde o dia 12 de maio, realizaram uma mobilização na manhã desta quarta-feira (27), em Ipioca, para cobrar respostas sobre o caso.
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Houve um chamamento para um protesto na região, mas o ato foi suspenso após a chegada da Polícia Militar. Os policiais conversaram com familiares e amigos de Maxsoell e evitaram que a via fosse bloqueada, o que poderia provocar transtornos no trânsito da região.
Em entrevista à TV Pajuçara, a prima de Maxsoell, Iliana Valéria, falou sobre a angústia da família diante da falta de informações.
“Nosso objetivo é conseguir respostas da polícia, porque até agora não temos nenhuma novidade. Estamos sem notícias. Eles têm aparato para localizar o nosso primo. Não fazem isso porque ele é pobre? Porque ele é preto?”, questionou.
Segundo familiares, no dia do desaparecimento, Maxsoell informou à mãe que iria para uma festa com um amigo, em Guaxuma. Ele teria chamado um mototáxi, sido deixado próximo a um colégio e, desde então, não fez mais contato.
“A gente recebeu informações de que havia um odor vindo de uma área de mata e fizemos buscas no local, mas não encontramos nada. Seguimos sem respostas”, relatou a prima.
Ela também afirmou que a mãe de Maxsoell comparece frequentemente à delegacia em busca de informações sobre o andamento das investigações.
“Ele era uma pessoa que se dava bem com todo mundo, não tinha inimizades. Por isso está todo mundo aqui, porque sabem que ele é de boa índole”, acrescentou Iliana.
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