Alagoas

Fecomércio AL: confiança do empresário do Comércio reduz 5,4%

Ascom Fecomércio | 17/07/19 - 14h08 - Atualizado em 17/07/19 - 14h16
Fecomércio

A pesquisa de Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (ICEC) de Maceió, realizada pelo Instituto Fecomércio AL em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), indica que pelo segundo mês consecutivo houve queda de 5,4% neste indicador.

O assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Felippe Rocha, diz que ao se analisar os primeiros meses do ano e o desempenho da atividade do Comércio avaliado pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE, pode-se compreender parte desta queda. “O índice aponta redução de 2,7% no volume de vendas, nos primeiros cinco meses do ano; fato que se repete em junho, com alta de 1,7% na receita das vendas em decorrência da inflação”, observa.

Ainda avaliando o contexto geral, o economista ressalta que a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), também do IBGE, levanta dados ainda mais preocupantes, como a redução de 3,5% na receita nominal e de 4,7% no volume de serviços contratados por alagoanos. Some-se a isso o fato de que dados de janeiro a maio deste ano demonstram que, em Maceió, houve perda de 745 postos de trabalho. “Justamente pela falta de consumo no Comércio e nos Serviços, esses fatos acabam desanimando o empresário do setor”, pondera Felippe.

CONFIANÇA

O levantamento do Instituto Fecomércio AL sinaliza que, na variação mensal, a confiança dos empresários do setor caiu 5,4% em junho quando comparado a maio. Mas na análise anual, os empresários do setor estão 4,3% mais confiantes do que em junho de 2018.

Na análise sobre as condições atuais, os empresários do Comércio reduziram 10,7% a confiança em relação à melhora da economia, refletindo as incertezas na condução econômica do atual governo. “Em termos de expectativas até o final do ano, o pensamento é de continuidade da depressão econômica. Há queda de 4,1% sobre a melhora da economia brasileira, que acumula a vigésima revisão de crescimento, agora em 0,8%”, saliente Felippe.

Neste contexto, pode-se afirmar que há uma descrença dos empresários do setor em relação ao subindicador de melhora do Comércio até o final do ano, o qual registrou redução de 4% em relação a maio. Em termos de investimentos, no geral, há queda de 4,5%. Redução também na previsão de contratação novos funcionários, que caiu 8,8% na variação mensal.

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