Utilizada na fitoterapia para aliviar a constipação, ela tem ação reconhecida, mas exige atenção ao modo de uso e às restrições
Utilizada há séculos na fitoterapia, a frângula (Frangula alnus, antigo Rhamnus frangula) ou espinheiro-de-amieiro, é um arbusto da família Rhamnaceae, originário da Europa, Ásia e norte da África. Na medicina natural, a casca seca de seus ramos e do caule é a parte mais utilizada por suas propriedades terapêuticas. A planta é conhecida principalmente pela ação laxativa, atuando no estímulo dos movimentos intestinais e favorecendo o alívio da constipação ocasional.
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Segundo a monografia “WHO Monographs on Selected Medicinal Plants – Volume 2”, publicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os derivados antraquinônicos (compostos orgânicos policíclicos amplamente utilizados como laxantes naturais) da frângula são metabolizados pelas bactérias intestinais e transformados em substâncias ativas no cólon, onde estimulam o intestino. Esse efeito costuma acontecer entre 6 e 8 horas após o consumo.
Conforme o “Community Herbal Monograph on Rhamnus frangula L., Cortex”, da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e do Comitê de Medicamentos à Base de Plantas (HMPC), os compostos ativos da planta também aumentam os movimentos peristálticos do intestino grosso, facilitando o trânsito intestinal e a evacuação.
Em uma panela, ferva a água em fogo médio. Depois, adicione a casca seca da planta, desligue o fogo e tampe a panela. Deixe em infusão por aproximadamente 10 minutos. Coe e consuma. Como o efeito demora algumas horas para aparecer, recomenda-se tomar o chá à noite.

Segundo o relatório da Agência Europeia de Medicamentos, a frângula deve ser utilizada apenas por curto período, geralmente de uma a duas semanas. O uso prolongado pode causar dependência intestinal e piorar a constipação. Além disso, é recomendada para adultos e adolescentes a partir de 12 anos.
Outro ponto importante é que a casca precisa passar por secagem e maturação antes do consumo, pois, quando fresca, pode provocar irritação gastrointestinal intensa e vômitos. Esse processo reduz compostos potencialmente irritantes e estabiliza seus princípios ativos.
Vale ressaltar que, mesmo sendo natural, a frângula pode provocar efeitos adversos, especialmente em pessoas sensíveis ou em casos de uso excessivo. Os principais são:
Conforme a Agência Europeia de Medicamentos, a frângula não é indicada para todos os públicos porque sua ação laxativa estimulante pode agravar algumas condições ou trazer riscos específicos. O órgão alerta que a planta é contraindicada em casos de:
Também não é recomendado o uso durante a gravidez e a amamentação devido à falta de dados suficientes de segurança.
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