Uma funcionária do Banco Santander em Miguelópolis foi presa por desviar R$ 2 milhões de contas de clientes, principalmente de idosos, entre 2024 e 2026, em um esquema que envolvia seu namorado, também preso.
As investigações começaram após vítimas denunciarem movimentações não reconhecidas em suas contas, levando a polícia a descobrir que a funcionária abusava da confiança dos correntistas para realizar saques indevidos.
O Santander está colaborando com as autoridades e garantiu que nenhum cliente terá prejuízo financeiro, enquanto o casal é investigado por furto e lavagem de dinheiro, com indícios de que os valores desviados eram ocultados em contas e casas de jogos.
Uma funcionária de uma agência do Banco Santander em Miguelópolis (SP) foi presa na segunda-feira (28) por suspeita de desviar R$ 2 milhões de contas de clientes.
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As investigações apontam que Vanessa Gonçalves Miranda, de 40 anos, fez movimentações indevidas nas contas de correntistas, principalmente idosos, entre 2024 e 2026.
O namorado dela, o dentista Adilson Coelho de Paula, de 56, também foi preso por suspeita de participação no caso.
Segundo a Polícia Civil, os dois tinham um mandado de prisão preventiva em aberto e são investigados por furtos cometidos mediante abuso de confiança contra pessoas idosas e vulneráveis.
A defesa de Adilson disse que ele desconhece as acusações e não tem envolvimento com qualquer ilegalidade relacionada à investigação. Ele passou por audiência de custódia nesta terça-feira (29) e foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Franca (SP).
A defesa de Vanessa também foi procurada, mas não deu retorno até a última atualização desta reportagem.
Em nota, o Santander afirmou que sua área de inteligência coopera com a Polícia Civil desde o início da investigação para apurar os fatos e responsabilizar os autores. O banco disse ainda que "nenhum cliente terá prejuízo financeiro" e que tem sistemas de prevenção a fraudes para identificar e coibir desvios de conduta.
Ainda segundo a polícia, o casal passou a ser investigado após as vítimas registraram boletins de ocorrência afirmando que não reconheciam movimentações financeiras feitas nas próprias contas bancárias.
Após as denúncias, um inquérito foi instaurado para apurar a suspeita de que os crimes eram cometidos dentro da agência.
Durante as investigações, a polícia descobriu que Vanessa se valia da confiança dos correntistas para movimentar e sacar valores indevidamente. Ela trabalhava na agência há mais de 12 anos.
A polícia também apontou que Adilson tinha livre trânsito na agência e retirava os valores que eram entregues a ele pela bancária.
O casal ainda praticou o crime de lavagem de dinheiro, uma vez que a polícia informou que há indícios de que os valores eram desviados para diversas outras contas, além de casas de jogos e apostas, para dar a aparência de rendimentos lícitos.
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