Fux vai relatar ação sobre idas da esposa de Moraes ao Senado

Publicado em 22/09/2026, às 16h21
O ministro Luiz Fux - Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
O ministro Luiz Fux - Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Por Agência Brasil

O ministro Luiz Fux foi designado para relatar a ação que solicita acesso aos registros de entrada e saída no Senado de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, após Moraes se declarar impedido devido a conflito de interesse.

A ação foi proposta pelo vereador de Curitiba, Guilherme Kilter, que argumenta que o Senado negou o acesso aos dados sob a justificativa de que se tratam de informações pessoais.

O caso agora está sob a relatoria de Fux, que dará seguimento ao processo, enquanto o Senado mantém sua posição de não divulgar os registros solicitados.

Resumo gerado por IA

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado nesta terça-feira (22) para relatar a ação que pede acesso a eventuais registros de entrada e saída no Senado da advogada Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O sorteio da relatoria foi determinado pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, após Moraes se declarar impedido de analisar o caso.

Na decisão, que foi proferida na segunda-feira (21), Moraes citou a regra do Código de Processo Civil (CPC) que proíbe um magistrado de analisar um caso quando há um parente como parte.

"Com fundamento no art. 144, IV, do CPC, declaro-me impedido de atuar no presente feito", decidiu.

O caso chegou ao Supremo por meio de uma ação protocolada pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo).

O parlamentar quer obrigar o Senado a fornecer eventuais registros de entrada e saída de Viviane Barci, de Vorcaro, do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas dependências da Casa.

Segundo o vereador, os pedidos de acesso aos dados foram negados pelo Senado por envolverem "informações de caráter pessoal".

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