Segundo especialista, técnicas atuais levam a uma rápida recuperação, minimizando o risco de deixar o narrador fora das transmissões do SBT
Galvão Bueno foi internado no hospital Albert Einstein para uma cirurgia endoscópica na coluna, visando corrigir uma hérnia de disco, com expectativa de recuperação rápida para sua viagem aos Estados Unidos, onde transmitirá a Copa do Mundo pelo SBT.
O procedimento, considerado minimamente invasivo, permite uma recuperação de cinco a sete dias, significativamente mais rápida do que métodos anteriores, reduzindo o risco de complicações nervosas.
Após a cirurgia, será necessária fisioterapia e cuidados específicos para garantir uma recuperação adequada, mas o especialista acredita que Galvão estará em condições de transmitir os jogos sem dor.
Galvão Bueno foi internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde será submetido a uma cirurgia na coluna no próximo sábado, 23. O procedimento visa corrigir uma hérnia de disco e, de acordo com especialista ouvido pelo Terra, é esperado que o narrador tenha uma recuperação rápida e possa viajar sem transtornos aos Estados Unidos, de onde transmitirá a Copa do Mundo pelo SBT.
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Segundo o doutor André Tsai, ortopedista, acupunturista e vice-presidente do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, o procedimento ao qual Galvão Bueno será submetido trata-se de uma cirurgia endoscópica na coluna, que conta com uma incisão mínima, por onde é introduzido um equipamento para observação e, com o auxílio de pinças, é feita a manipulação e retirada da hérnia.
Sobre os riscos no procedimento, Tsai explica que, na região da coluna, as complicações são relativas a danos do tecido nervoso: "Se resseca uma estrutura que fica bem próxima à raiz nervosa e, na coluna cervical, fica bem próxima à própria medula, então a principal complicação é lesar estruturas nervosas".
Por outro lado, o especialista aponta que, com as técnicas atuais e por ser minimamente invasivo, a recuperação após o procedimento leva de cinco a sete dias -- como informado pelo SBT no caso de Galvão Bueno --, período que, antigamente, poderia levar semanas.
"Há um ganho de recuperação, pois se lesa menos tecidos e o paciente é exposto a uma intensidade menor, então a recuperação do pós-operatório acaba sendo mais rápida", afirma Tsai, acrescentando que Galvão Bueno deverá estar em plena capacidade para viajar aos EUA.
"Isso não vai prejudicar, a princípio, a data de viagem. Certamente ele vai poder transmitir a Copa do Mundo, e desejamos isso com muita sorte para nossa Seleção, e com certeza ele estará em uma condição clínica sem dor para transmitir", destacou.
Sobre o pós-operatório, Tsai ressalta a necessidade da realização de fisioterapia para fortalecer a musculatura da região a qual foi submetida à cirurgia: "Além disso, é preciso evitar períodos muito longos na posição sentada, que é a pior posição para o disco intervertebral, e tentar fazer uma boa recuperação, um sono reparador, uma boa dieta e voltar aos poucos à atividade física".
A cirurgia de Galvão foi 'eletiva', ou seja, já estava programada. Mas há casos, segundo o especialista, em que o procedimento pode ser realizado em caráter emergencial.
"Existe a situação da Síndrome da Cauda Equina, em que há alteração motora e sensitiva, especialmente com a perda do controle dos esfíncteres. Uma outra situação é quando tem uma intensidade de dor muito forte e não consegue controlar nem com morfina na veia", finaliza.
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