Maceió

Garoto é encontrado pelo Samu e diz ter sido abandonado pelo pai em rua do Trapiche

09/07/16 - 17h10 - Atualizado em 09/07/16 - 17h39
Cortesia ao TNH1

Uma criança de sete anos, sozinha na rua, aos prantos, foi encontrada na tarde deste sábado (9) por uma equipe de socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), próximo à base do Trapiche da Barra, em Maceió.

O menino, Samuel Victor de Lima Coutinho, pode ter sido abandonado pelo pai, que o teria deixado em uma esquina perto da base do Samu e saído para beber com a namorada. A criança ainda está sob os cuidados dos socorristas.

Por se tratar de um apelo para localização de parentes, o TNH1, divulga o nome e foto do garoto, na expectativa de que algum parente possa reconhecer e acolher o garoto. Quem tiver informações que possam ajudar a localizar a família de Samuel, pode entrar em contato com o Samu (192) ou PM (190).

Segundo Anderson Lourenço, que trabalha na base do Samu do Trapiche, a equipe foi surpreendida pelo garoto, aos prantos, quando retornava de uma ocorrência. “Ele veio ao encontro da equipe, chorando, e o pessoal, comovido, foi conversar com ele. Ele contou que o pai o chamou, o colocou no carro e, chegando a uma esquina aqui perto, pediu pra ele descer e disse que retornaria depois, mas não retornou”, relatou ao TNH1.

Ainda de acordo com Anderson, no carro estavam a namorada do pai e duas filhas dela, que o menino não informou se eram crianças ou adultas.

Ele identificou o pai apenas como Neno, com quem mora, junto com um tio, chamado Biu, e um irmão, de 12 anos, chamado Paulinho. A mãe do garoto, ainda segundo ele, mora na cidade de Rio Largo. 

A situação impressionou os socorristas do Samu, mas também provocou indignação. Anderson conta que toda a equipe está empenhada em cuidar do menino e tentar localizar o paradeiro do pai dele, porque todos os conselheiros tutelares com quem foi feito contato disseram não atuar na área do Trapiche.

“Estamos eu, mais dois condutores, enfermeira e técnica, do lado de fora da base para ver se passa alguém que conheça o menino, e sem poder sair. Ninguém se interessou nem em vir aqui. Nossa maior indignação é essa”, desabafa.