Governo discutirá preço de combustíveis na bomba com setor sucroalcooleiro

Publicado em 09/06/2026, às 11h30
José Cruz/Agência Brasil
José Cruz/Agência Brasil

Por CATIA SEABRA/Folhapress

O presidente Lula se reúne com representantes do setor sucroalcooleiro para discutir o aumento da mistura de etanol na gasolina, visando reduzir os preços dos combustíveis impactados pelos conflitos no Oriente Médio.

A proposta de elevar a mistura de 30% para 32% pode resultar na redução da importação de 454 milhões de litros de gasolina e na diminuição das emissões de carbono em cerca de 552 mil toneladas de CO2.

Além da nova mistura, o governo investiga práticas abusivas nos preços dos combustíveis, buscando entender os aumentos ao longo da cadeia produtiva até os postos de venda.

Resumo gerado por IA

O presidente Lula (PT) se reúne nesta terça-feira (9) com representantes do setor sucroalcooleiro para discutir formas de redução do preço dos combustíveis cobrado do consumidor. Em pauta, está o aumento da mistura de etanol na gasolina, de 30% para 32%, para mitigar o impacto dos conflitos no Oriente Médio na alta dos combustíveis.


O governo debate o acréscimo na composição mirando formas de reduzir o impacto da disparada no preço do petróleo causada pela guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Cálculos do Ministério de Minas e Energia apontam que a mudança na mistura permitirá que as distribuidoras cortem a importação de 454 milhões de litros de gasolina no prazo de 180 dias, período em que a medida vigoraria.


Como mostrou a Folha de S.Paulo, além da redução na importação de gasolina, a mudança poderia diminuir as emissões de carbono em aproximadamente 552 mil toneladas de CO2, ainda segundo os cálculos da pasta.


Para defender a proposta, o ministério afirma que realizou testes com misturas de E30 e E32 em 2025, com apoio do Instituto Mauá de Tecnologia. Esses testes envolveram veículos leves e motocicletas, com modelos flex e gasolina.


A decisão de ter testado a mistura com 32% no ano passado já atendia a exigências legais do setor. Uma lei de 1993 exige que seja testado efeito de 1% acima da mistura. Outro 1% adicional está ligado a normas técnicas do setor. Por isso, quando mediu a mistura de 32%, o governo procurava atender a obrigações para colocar a mistura de 30% nas bombas de combustível.


Além do aumento do etanol na composição da gasolina, o presidente quer discutir com o setor o preço que chega aos postos de combustível. Segundo auxiliares do presidente, o governo tem identificado prática abusiva no percurso que vai das usinas até a bomba.
Ainda conforme aliados do mandatário, Lula quer entender onde, na cadeia produtiva e de distribuição dos combustíveis, ocorre o aumento.

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