Grupo fez chamada de vídeo com mandante de crime antes de retirar jovem de casa e assassiná-lo

Publicado em 13/10/2026, às 10h02
Jean Luiz Marques da Silva tinha 26 anos - Foto: Reprodução
Jean Luiz Marques da Silva tinha 26 anos - Foto: Reprodução

por Eberth Lins

Publicado em 13/10/2026, às 10h02

Seis homens foram identificados como suspeitos no homicídio de Jean Luiz Marques da Silva, de 26 anos, em Maceió, após uma chamada de vídeo com um possível mandante antes de sua retirada algemada de casa.

A vítima tinha um histórico criminal relacionado ao tráfico de drogas, e a polícia investiga a motivação do crime, que pode estar ligada a acertos de contas ou disputas entre facções criminosas e torcidas organizadas.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Capital está conduzindo a investigação, buscando esclarecer a dinâmica do crime e identificar todos os envolvidos na ação.

Resumo gerado por IA
Uma chamada de vídeo com um suposto mandante do crime teria sido realizada por seis homens antes de Jean Luiz Marques da Silva, de 26 anos, ser retirado algemado de casa, no bairro do Benedito Bentes, na parte alta de Maceió. O detalhe foi apontado nos levantamentos iniciais da Polícia Civil de Alagoas, que investiga as circunstâncias do homicídio ocorrido nessa segunda-feira (12).
De acordo com informações levantadas pela Unidade de Atendimento de Local de Crime I (UALC I), quatro dos seis homens entraram na residência da vítima, enquanto os outros dois permaneceram do lado de fora. Antes de retirar Jean do imóvel, os suspeitos teriam feito uma chamada de vídeo com um homem apontado como possível mandante da ação.

Após a chamada, o jovem foi levado do local ainda algemado. O grupo deixou a região e, posteriormente, Jean foi encontrado morto. A participação de cada um dos envolvidos e as circunstâncias do homicídio ainda estão sendo apuradas.

"A vítima possuía histórico criminal, incluindo envolvimento com tráfico de drogas. A forma como o crime foi praticado indica que a motivação está possivelmente ligada a acerto de contas ou queima de arquivo, bem como por disputa de território", detalhou a PC nesta terça-feira (13).
Os levantamentos iniciais também apontam possíveis vínculos com torcidas organizadas e facções criminosas. De acordo com as informações repassadas à polícia, a vítima integraria uma torcida ligada ao Centro Sportivo Alagoano (CSA), enquanto o suposto mandante teria ligação com uma torcida associada ao Clube de Regatas Brasil (CRB).

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Capital (DHPP), que realiza diligências para esclarecer a dinâmica do crime, identificar os envolvidos e confirmar a possível motivação do homicídio.

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