Um grupo se reuniu em uma manifestação no supermercado Extra na zona Leste de Teresina (PI), nessa segunda-feira (18), em protesto após a morte do jovem Pedro Henrique Gonzaga, morto após uma ‘gravata’ de um segurança no Rio de Janeiro, na ú...
Um grupo se reuniu em uma manifestação no supermercado Extra na zona Leste de Teresina (PI), nessa segunda-feira (18), em protesto após a morte do jovem Pedro Henrique Gonzaga, morto após uma ‘gravata’ de um segurança no Rio de Janeiro, na última quinta-feira (14).
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O vídeo postado nas redes sociais traz uma mulher encenando na porta do supermercado, jogando baldes de tinta vermelha que simboliza o sangue derramado. Em seguida, a mulher entra no estabelecimento, entoa gritos de luta e canta o trecho da música "A Carne" que diz “a carne mais barata do mercado é a carne negra”, com ajuda de outras pessoas presentes no local.
O ato simbólico foi criado e performado pela dançarina Luzia Amélia. A dançarina, que já realizou outras apresentações parecidas, sofreu com ataques racistas pela internet por conta dos protestos.
"Estou emocionalmente cansada, destruída. Foi muito forte entrar naquele espaço porque é igual em todo o país e foi como estar lá, onde ele foi morto”, contou.
Outros movimentos sociais estiveram no protesto e espalharam cartazes com o rosto de Pedro Henrique e a frase “vidas negras importam”. Durante sua performance, Luzia colocou um dos cartazes dentro do freezer de carnes do supermercado.

“É uma relação à frase ‘a carne mais barata do mercado é a carne negra’. Porque nossa carne não vale muito no Brasil. Nossos corpos são marcados pela violência, pela morte, por uma história de escravidão que as pessoas insistem em não considerar e não levar a sério”, explicou a dançarina.
O caso gerou comoção e protestos em diversos estados, como Rio, São Paulo, Ceará, Sergipe e Pernambuco. A maior parte dos atos aconteceram no domingo (17). Entre as ações que ocorreram, manifestantes levaram frases de “não consigo respirar”, além de simularem o golpe aplicado pelo segurança para imobilizar a vítima.
A rede de supermercados comunicou que entende e se solidariza com o sentimento em torno da morte do jovem, que leva às manifestações.
Confira a nota na íntegra:
Com relação ao episódio que levou à morte de Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga na tarde da última quinta-feira (14.02) no Hipermercado Extra Barra, a rede vem a público reiterar que não aceita qualquer ato de violência, excessos e repudia toda forma de racismo.
A rede Extra não vai se eximir das responsabilidades diante do ocorrido e temos total interesse em esclarecer a situação o mais rápido possível. Estamos colaborando com as autoridades fornecendo todas as informações disponíveis.
Os seguranças envolvidos na morte do jovem foram imediatamente e definitivamente afastados de nossas operações. A companhia instaurou uma sindicância interna e acompanha junto à empresa de segurança e aos órgãos competentes o andamento das investigações.
Acrescentamos que, independentemente do resultado da apuração dos fatos, nada justifica a perda de uma vida. A companhia se solidariza com os familiares de Pedro Henrique de Oliveira Gonzaga nesse momento de dor e de tristeza.
Sobre as manifestações, o Extra entende a dor e se solidariza com o sentimento em torno da morte do Pedro Henrique. Reiteramos que estamos contribuindo com as autoridades responsáveis para que o episódio se esclareça rapidamente e reforçamos que somos contra todo ato de violência, excessos e de racismo. Como empresa presente no país há 30 anos e que emprega mais de 20 mil pessoas, o Extra não se exime de suas responsabilidades e do compromisso de buscar a melhoria contínua.
*Estagiária sob supervisão da editoria
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