Grupo Ri Happy entra com pedido de recuperação extrajudicial

Publicado em 19/10/2026, às 13h20
Ri Happy/Divulgação
Ri Happy/Divulgação

Por Terra

O Grupo Ri Happy, uma das principais redes de varejo de brinquedos do Brasil, solicitou recuperação extrajudicial para renegociar dívidas, destacando a adesão significativa de credores ao processo fora do âmbito judicial.

A empresa não revelou o montante da dívida, mas as mudanças ocorrem após a aquisição pela BluSun Capital Partners e refletem um esforço para reestruturar suas operações em um cenário desafiador para o varejo, marcado por juros altos e mudanças no consumo.

Além do pedido de recuperação, a Ri Happy está implementando ajustes em sua equipe e mudando de sede, com o objetivo de otimizar a eficiência operacional e garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo.

Resumo gerado por IA

O Grupo Ri Happy, uma das maiores redes varejistas de brinquedos e produtos infantis do País, protocolou neste domingo, 18, um pedido de recuperação extrajudicial, engrossando o grupo de varejistas que buscam esse mecanismo para renegociar dívidas.

A empresa não informa o valor da dívida a ser rediscutida, mas destaca, por meio de comunicado, que "já conta com expressiva adesão de credores". A recuperação extrajudicial é uma ferramenta alternativa à recuperação judicial. Nesses casos, o devedor discute o acordo diretamente com seus credores, fora do âmbito judicial. Mas, mesmo assim, o acordo precisa ser posteriormente homologado pela Justiça.

Paralelamente ao pedido de recuperação extrajudicial, a companhia informa que realizou ajustes nas equipes corporativas e que vai mudar de sede.

As mudanças, segundo a empresa, fazem parte de um processo de transformação operacional e financeira e vieram após o grupo ter sido comprado em agosto deste ano pela BluSun Capital Partners.

O comprador é uma sociedade anônima nacional de capital fechado, fundada por Héctor Nuñez, que se tornou CEO da empresa pela segunda vez. Núnez havia comandado a Ri Happy entre 2012 e 2020.

Nuñez tem mais de 25 anos de experiência no varejo e em grandes organizações: foi CEO do Walmart Brasil e ocupou posições de liderança na The Coca-Cola Company.

Até abril deste ano, esteve à frente da presidência da Novonor (antigo grupo Odebrecht). O executivo e empresário assumiu o cargo de diretor-presidente do grupo da família Odebrecht em março de 2022, após ter integrado o conselho de administração em 2021.

Fazem parte da nova equipe da Ri Happy, Carlos Fernandes, como diretor operacional; Diego Motta, diretor financeiro; Sandra Haddad, diretora comercial; Alexandra Carrão, diretora de Gente e Gestão, e Robledo Castro, diretor de Tecnologia e Informação.

A empresa destaca que as mudanças são para "reequilibrar a estrutura de capital, otimizar a eficiência operacional, aprimorar a excelência no atendimento às crianças e famílias brasileiras e garantir a sustentabilidade do negócio no longo prazo".

Frustração

O movimento de ajuste vem após uma iniciativa frustrada, segundo o Estadão apurou, de inovar no modelo de negócio. Em meados de junho, o grupo inaugurou no Shopping Morumbi, em São Paulo, um novo formato de loja com a nova bandeira Divertudo. A unidade mistura a venda de brinquedos, entretenimento e experiência, mas não teve bom desempenho em vendas.

Em comunicado, a companhia observa o momento desafiador enfrentado pelo varejo brasileiro, como os juros elevados, as mudanças no consumo, a intensificação da concorrência e os efeitos acumulados da pandemia

Fundada em 1988, com atuação no varejo de brinquedos e produtos infantis, a Ri Happy comprou em 2012 a concorrente PBKids. Em agosto, quando foi comprada pela BluSun Capital Partners, tinha 293 lojas. Dessas, 244 levavam a bandeira Ri Happy, das quais 163 eram unidades próprias e 81 eram franquias. Sob a bandeira PBKids, eram 49 lojas, sendo 42 próprias e sete franquias.

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