Jornalistas Weslay Galzo e Hugo Henud:
"... O ministro Gilmar Mendes teve o filho Francisco Mendes e a ex-mulher Guiomar Feitosa com causas nos tribunais superiores após a sua posse. Tanto no Supremo quanto no STJ, todos os processos assumidos por eles tiveram início depois de ele tomar posse na Corte, em 2002. Mas há particularidades na atuação dos dois.
A advogada se casou com o ministro em 2007 e só passou a atuar profissionalmente como advogada a partir da década de 2010, quando deixou o serviço público e os cargos comissionados que exerceu para atuar no escritório Bermudes Advogados. Essa é a razão que faz com que todos os seus processos tenham sido iniciados após a posse do marido. Já Francisco advogou em apenas um caso no STF, em 2016.
Em nota, a advogada e ex-mulher do ministro disse que não atua em processos no STF e que seu nome aparece vinculado à Corte em referência a 'atuações realizadas em instâncias inferiores, que chegaram ao STF por força do sistema recursal, hipótese em que o registro do nome do advogado permanece nos autos por razão formal, sem correspondência com atuação efetiva na instância superior'.
Sobre os casos no STJ, ela argumenta que sua 'atuação equivale a um número consideravelmente menor, frente ao volume de processos do escritório'. O ministro Gilmar Mendes enfatizou os argumentos da ex-mulher em nota à reportagem e declarou que não atuou em nenhum dos três processos defendidos por ela que chegaram ao STF.
Em uma caso de 2019 no STJ, Guiomar atuou na defesa da Braskem em um processo que trata de pedidos de bloqueio de recursos superiores a R$ 100 milhões da empresa, no contexto dos danos causados pela mineração realizada pela companhia em Maceió. O processo foi encerrado em 2020 após um acordo entre as partes, homologado pela Justiça Federal, o que levou ao arquivamento do pedido no STJ sem julgamento do mérito..."
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