Contextualizando

Outra versão sobre Fernandes Lima e o Quebra de Xangô

Em 2 de Fevereiro de 2026 às 13:00

Recebi do jornalista e historiador Ediberto Ticianelli o texto trancrito abaixo, sobre a ideia do desembargador Tutmés Airan de retirar o nome de Fernandes Lima de logradouros públicos de Alagoas, por que o ex-governador teria sido o mandante do Quebra de Xangô, episódio de violência contra religiões de matriz africana, em 1921, em Maceió.

Na verdade, isso ocorreu quando Fernandes Lima era oposição ao governador de então, Euclides Malta, e comandava a milíicia "Liga dos Republicanos Combatentes," responsável pela brutalidade causada por motivação religiosa.

Seguem os esclarecimentos:

"Vi que você publicou a intenção do Tutmés de renominar a Av. Fernandes Lima como Av. Tia Marcelina. Vou ter a ousadia de lhe enviar algumas observações e o link de uma das nossas pesquisas, que faz uma abordagem mais ampla sobre o assunto.

1. O chamado Quebra de Xangô não foi promovido pelo governador Fernandes Lima. Ele estava em campanha como vice-governador na chapa liderada por Clodoaldo da Fonseca, contra o governador Euclides Malta;
2. Fernandes Lima chega ao governo pela primeira vez em 12 de junho de 1918 e, pela segunda vez, em 12 de junho de 1921. Antes fora intendente de Camaragibe, deputado estadual, deputado federal. Depois foi senador (1924-1930) e deputado federal (1935-37);
3. A Liga dos Republicanos Combatentes era um grupo paramilitar (milícia) liderado por Manoel Luiz da Paz, um chumbeta do grupo de Fernandes Lima.
4. Não há registro de incêndios de terreiros. Os agressores faziam uma fogueira na rua com os apetrechos dos cultos;
5. As agressões aos pais e mães de santo e aos frequentadores dos “Xangôs” aconteceram."

Ediberto Ticcianelli recomenda, inclusive, que mais esclarecimentos podem ser obtidos em: historiadealagoas.com.br/fernandes lima e sua violenta liga dos republicanos combatentes.

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